Um blog criado a 4 mãos, uma parceria entre irmãs, para comentarmos sobre os livros que lemos, e compartilhar opções de boa leitura.
Escolha um livro, pegue uma xícara de café e venham me desfolhar, sintam-se à vontade.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O que a vida me ensinou


Título: O que a vida me ensinou
Autor: Marcelo Silva
Editora: Saraiva

Ano: 2013
Páginas: 174












Este é o tipo de livro que deveria ser lido (e até relido) por muitos "lideres" e por todos aqueles que pensam sê-lo um dia.

O foco principal do autor e sua dica de boa liderança, é a valorização das pessoas. Acredito que muitos supostos lideres se perguntarão "o que é isso?" bem pq o que mais vemos nas grandes empresas é a valorização da busca incondicional por lucros, a todo e qualquer custo. E as pessoas? Bem, elas são números!
No livro o autor trata do óbvio, muitas vezes ignorado; "gente feliz trabalha mais e melhor!" Valorizar a pessoa e seu desempenho faz com que este busque sempre fazer o melhor, e isso consequentemente traz benefícios à empresa como um todo. 


Marcelo Silva é diretor-superintendente do Magazine Luiza, no livro ele compartilha com o leitor histórias pessoais e profissionais, cita pessoas e situações que o ajudaram a aprender e crescer, fazendo com que o leitor reflita sobre cada história contada, como exemplo de lição de vida e também de crescimento profissional.

"As pessoas costumam retribuir a confiança que é nelas depositada. Um ou outro pode não corresponder, com certeza. Mas a maior parte dos profissionais, nos diversos extratos hierárquicos, devolve empenho e resultados quando recebe atenção e respeito."

"A vida me ensinou que os líderes são avaliados basicamente pelos resultados financeiros. O melhor gestor é, nessa visão, aquele que acumula mais lucro em menos tempo. Mas há uma relação entre integridade e resultado. Muitas vezes, o indivíduo na posição de comando releva erros, mentiras e pequenas trapaças de um subordinado que contribui na geração de lucros. Nesses casos, as empresas sabem que estão chocando o ovo da serpente."


Outros autores da coleção "O que a vida me ensinou"
Mario Sergio Cortella
Heródoto Barbeiro
Washington Olivetto
Amalia Sina

Reinaldo Polito
Frei Betto

sábado, 25 de abril de 2015

O Grande Ivan

Título: O Grande Ivan
Autor: Katherine Applegate
Editora: Irado (Novo Conceito)
Gênero: Infanto Juvenil
Páginas: 290
Ano: 2014










Ivan é um gorila das costa cinza-prateada, tinha tudo pra ser feroz e lhe causar medo, mas não tem como não se apaixonar por ele e sua história.

Ivan existiu! Ele foi trazido do Congo em 1962, e morou com uma família até se tornar indócil, assim foi vendido pra uma loja de um shopping em Tacoma nos EUA, onde viveu 27 anos numa jaula à exposição do público.

Ivan ficou famoso porque pintava e assinava com o polegar. Ivan morreu aos 50 anos em 2012.




Essa é a versão dos humanos, agora vamos a versão de Ivan:

Era uma vez, um gorila chamado Ivan.

Nasci na África Central, numa floresta densa e tropical tão linda que nenhum lápis de cor do mundo conseguiria recriá-la. Minha irmã se chamava Pega e eu Barro porque eu desenhava com barro nas rochas, vivíamos felizes como deveria ser.

Certo dia, uma dia sem vento, o ar zumbiu e os humanos chegaram.

Os humanos mataram meus pais, estávamos dependurados na minha mãe, minha irmã e eu quando eles a mataram. Em seguida mataram meu pai, fomos colocados numa caixa escura e apertada que cheirava a urina e medo. Eles cortaram a cabeça, pés e mãos do meu pai. Tem uma loja aqui do lado que vende cinzeiros feitos de mãos de gorilas. Minha irmã não conseguiu se desligar da selva, na caixa ela me olhou sem conseguir enxergar nada.
Ela não sobreviveu.

Foi Mack que comprou aquela caixa, e me criou como bebê humano. O tempo foi passando. Eu fiquei grande. E me transformei no que nasci para ser. Grande demais para cadeiras, forte demais para abraços. Grande demais para a vida humana. Mack me trouxe pro Shopping e Fliperama Saída 8, onde moro num pequeno domínio, os humanos veêm me ver 3 vezes ao dia, 365 dias por ano, Mack é o dono daqui.
Desde então nunca mais vi outro da minha espécie.

Tenho amigos aqui, a Stella é uma elefanta ela fica no domínio ao lado, a pata dela esta inchada, tenho perguntado, mas Stella sempre responde que esta bem, ela se apresenta 3 vezes ao dia no picadeiro.
A noite escuto Stella gemer de dor.

Tem o Bob. Bob é um vira-lata ágil e esperto, os funcionários do shopping desistiram de tentar pegá-lo. Ele não tem dono, se intitula "sem teto por opção". Uma noite sonhei que comia um donut peludo, quando acordei, encontrei Bob dormindo na minha bariga, desde então é assim. Tentei dividir minha comida, mas ele é seletivo, diz que prefere caçar o próprio alimento.
Bob é pequeno e rápido parece um esquilo que late.

O faxineiro é o George, ele limpa o shopping toda noite enquanto sua filha Júlia fica sentada perto do meu domínio. Ela poderia sentar onde quisesse, não estou me gabando, mas ela prefere sentar comigo. Acho que é porque nós dois gostamos de desenhar. O que ela mais gosta de fazer é desenhar e conversar comigo. Não sei por que as pessoas conversam comigo, acho que pensam que eu não as entendo.
Ou talvez porque eu não saiba responder.


A nova vizinha chegou. Um caminhão enorme parou e na parte de trás tinha um filhote de elefante. É a Ruby. Marck esbraveja mas Ruby esta com medo, Stella corre em direção a porta aberta e coloca o pé inchado na rampa. Geme. O sangue escorre. As duas entram no domínio de Stella. Ruby é tão pequena que cabe debaixo de Stella. 
A noite Stella murmura:
- Ivan ?
-Estou aqui Stella.
- Nunca pedi pra ninguém me prometer nada antes, ah deixa pra lá a dor esta me deixando confusa.
-Você quer que eu cuide da Ruby?
-Se ela puder ter  uma vida diferente da minha.....
- Eu prometo Stella dou minha palavra de gorila das costas-prateadas.

O que vai acontecer após essa promessa? Recomendo que você leia para descobrir!

Uma história real, tocante, emocionante sobre amizade e respeito, que faz a criança refletir sobre os maus tratos aos animais.

Boa diagramação, capa dura, com frases curtas e texto narrado de forma ágil já que o narrador é Ivan e como ele mesmo diz:
"Os humanos tem tantas palavras. Mais do que precisam."

quarta-feira, 25 de março de 2015

Diário de um Banana Volumes I, II e III.

Título: Diário de um Banana  (Vol I)
Autor: Jeff Kinney
Gênero: Infanto Juvenil
Editora: V&R
Páginas: 217
Ano: 2007










Essa série é direcionada ao público infanto juvenil, mas pode certamente ser lido por adultos ou crianças de 8 anos, basta que um adulto explique algumas “tiradas” do texto. O protagonista Gregory Heffley tem 12 anos, e o mais legal de O Diário de um Banana é a facilidade de empatia das crianças com Greg o que causa uma identificação instantânea.

Adultos também se identificam pois muitas situações remetem à nossa infância, nos fazendo rir e nos vendo ali. Quando a gente cresce se esquece como a criança pensa, Greg nos faz relembrar!


A leitura flui muito fácil, e todas as páginas tem desenhos em preto e branco como "quadrinhos" ilustrando as diversas situações.

Tudo começa quando sua mãe sugere que ele escreva seus sentimentos e emoções, Greg concordou mas foi específico com ela que queria um caderno e não um "Diário". Sendo assim sua mãe compra um "Diário"!!!! E o único motivo pela qual ele aceitou escrever é que acha que no futuro será rico e famoso e todos vão querer ler seu "Livro de Memórias"


Em casa, convive com Manny (o irmão mais novo, super-protegido), Rodrick (o irmão mais velho e rebelde) e seus pais Susan e Frank.


Greg é um menino normal, que acabou de entrar no 6º ano. E já começa mal ao escolher onde se sentar!




Ele tenta se adaptar entre os valentões, os debeis, as meninas seletivas, seu  inocente amigo Rowley, o grupo de leitura da escola, o governo estudantil, a equipe de luta livre, o concurso de quadrinho (Epa neném) as provas, a hilária peça escolar que ele implora para a mãe pra não se inscrever, mas ele se esforça tanto que ela acaba tendo certeza que ele será um bom ator! E ainda fugir do toque do queijo......





Ah, quer saber o que é o 
"Toque do Queijo"?

Então leia o Diário de um Banana!



Título: Diário de um Banana; Rodrick é o cara. (Vol.II) 
Ano: 2009


No seu segundo diário, Greg começa contando como foi incrível uma merda as suas férias de verão e como tudo que ele planejou deu certo errado!
O foco principal do livro é Rodrick, o irmão mais velho, aquela criatura super amável endiabrada, que está sempre ajudando infernizando a vida do caçula.



Rodrick é um exemplo de aluno (a não ser seguido)


E tem uma banda de rock (a não ser ouvida)


E Greg descreve no livro, como a relação deles é amável e feliz



Título: O diário de um banana; A gota d`água. (Vol.III)
Ano: 2010













Em "A gota d água" o terceiro diário de Greg, o ano começa com um Greg humilde e solidário...



Seus pais acham que ele deveria praticar alguma atividade física, como se andar infinitos 400 metros até a escola todos os dias já não fosse o suficiente... Então ele entra para o time de futebol da escola, por livre e espontânea pressão, e descobre que essa não será uma carreira de futuro promissor...


Seu pai então decide matriculá-lo na academia militar, e para fugir dessa enrascada ele sugere os escoteiros mirins:


De fato, uma boa sugestão! 
Será mesmo? 
Leia o terceiro diário, e Greg te conta como foi a experiência! ;)

domingo, 15 de março de 2015

A mais pura verdade


Título: A mais pura verdade
Autor: Dan Gemeinhart
Editora: Novo Conceito
Gênero: Infanto juvenil
Paginas: 219
Ano: 2015







Recebi nessa sexta feira 13-03 o livro "A Mais Pura Verdade" como cortesia da Editora Novo Conceito.

Estava ansiosa por terminar a leitura já que a prévia tinha chegado um mês antes.

De fato, terminei o livro em um dia! Então vamos à resenha final.

"Mark resolve fugir de casa, os motivos não são claros no começo da história, mas logo percebemos que tudo envolve uma séria doença, câncer.

Montanha Rainier
Juntos vão seus apetrechos para realizar essa aventura e seu fiel e amado cachorrinho Beau. O objetivo de Mark é escalar a montanha Rainier em Seattle, mas para isso dar certo muitas coisas terão que acontecer de forma favorável à Mark, e ao longo do caminho ele vai percebendo que nem tudo é do jeito que ele imagina.

Mark deixa para trás sua cidade, seus pais aflitos, sua melhor amiga Jessie confusa sobre quais atitudes tomar. Mas no fundo o que ele queria mesmo era deixar a doença para trás, esquecer o hospital, o tratamento, as enfermeiras com vozes amáveis sempre perguntado se ele esta bem: "De vez em quando, mesmo as respostas corretas parecem erradas, se você não gosta da pergunta

Como uma criança encara as patologias mais sérias? Como sera esse desejo de fugir do seu destino, de encontrar a cura num outro lugar qualquer? De lavar a alma com lágrimas?

"Eu queria pedir que eles comprassem um bicho de pelúcia para mim, que me levassem para casa, mudassem meu nome e eu vivesse para sempre."

O livro é narrado na primeira pessoa, e enquanto Mark vai expondo seus sentimentos e aventuras, nos meios capítulos você fica sabendo o que acontece com os pais, e com Jessie.

Mark e Beau
Por ser narrado por duas crianças a leitura é leve e fácil, até ingenua. Mas da metade pro final comecei a achar um pouco exagerado que uma criança fuja, viaje sozinha com o cachorro, ele passa frio, fome, dorme ao relento, é roubado, passa mal o tempo todo devido aos sintomas do câncer,  passa quase dois dias debaixo de chuva e por fim uma forte nevasca os atinge, mas nada sério acontece a ele ou ao impermeável Beau, que passa praticamente um dia debaixo de neve sem proteção e sem nem ao menos espirrar, e mesmo sendo um pequeno cachorro doméstico soube identificar uma fenda no gelo em meio a uma tempestade de neve.

Outro detalhe é que a frase que da nome ao livro "A mais pura verdade" é um jargão repetido à exaustão no decorrer da narrativa, o que faz com que ela perca um pouco do seu impacto, na página 143, Wesley fala essa frase e pra mim soou estranha na voz de alguém que não o protagonista. 

É um livro direcionado ao público infanto-juvenil e nesse quesito cumpre sua função, mas ao público adulto se torna simples demais.



sábado, 28 de fevereiro de 2015

Fidel e Raúl, meus irmãos.

Título: Fidel e Raul, meus irmãos. (A história secreta)
Autora: Juanita Castro (Por Maria Antonieta Collins)
Gênero: Biografia, Política.
Editora: Planeta
Ano: 2011
Páginas: 398










Juanita Castro; irmã de Fidel e Raúl Castro. Se voltou contra o regime Cubano, saiu do país e passou a viver em Miami, e a atacar publicamente o governo cubano. Seus motivos? Era o que eu gostaria de saber quando me deparei com seu livro.
Toda história tem dois lados. É sempre bom conhecer os prós e os contras, indiferente do lado que você escolhe defender. Sobre os prós do regime cubano todos sabemos, em especial os avanços em educação e saúde, mas e sobre os contras? O que é verdade e o que é simples conspiração anti-comunista? O fato de a própria irmã de Raúl e Fidel ter se voltado contra a revolução me deixou curiosa; o que faria uma pessoa trair os próprios irmãos e se aliar ao seu pior inimigo? O que ela teria de tão importante à declarar contra o regime cubano e qual seria a história secreta?

"Fidel fala esta noite pela televisão:
"-Eu lhes digo aqui com inteira satisfação e com inteira confiança: Sou marxista-leninista e serei marxista-leninista até o último dia da minha vida."
Ao escutá-lo fiquei horrorizada e não consegui senão voltar-me para ver minha pobre mãe, que estava pior do que eu: "-O que é isso? O que foi que Fidel disse?"

Eu não sabia o que responder, porque aquela declaração nos deixou paralisadas.
Minha mãe, pobrezinha, tinha os olhos cheios de lágrimas. Era desnecessário qualquer explicação, fomos as primeiras a ser traídas pelo pronunciamento, depois de nós estavam os demais cubanos. Jamais na vida fui marxista. Jamais."

Este trecho do livro deixa bem claro a posição de Juanita, e o motivo que a levou a se voltar contra o governo dos próprios irmãos; este levava o nome "comunismo."  Se o regime fosse exatamente igual, com os mesmos erros e os mesmos acertos em nome do capitalismo ela jamais teria desertado, tão pouco tentado derrubá-lo.
(Sem contar que este trecho do livro é de uma dramaticidade de dar inveja às novelas mexicanas... rs)

Juanita se aliou a CIA, o principal inimigo do governo cubano, que planejou várias tentativas de derrubar o regime de Fidel Castro, incluindo conspirações para matá-lo. Se declarou publicamente anti-comunista e contra o governo cubano ao se axilar em solo estadunidense, recebeu do governo uma rádio para trabalhar, onde comandava um programa anti-castrista transmitido tanto nos EUA quanto em Cuba, recebia financiamento do governo para suas atividades de auxilio aos cubanos residentes em Miami. Com a chegada do governo Nixon as coisas mudaram para ela, o governo estabeleceu um pacto de amizade com a União Soviética, o programa de rádio que ela comandava foi censurado e posteriormente cancelado, e suas atividades já não eram mais financiadas, alem de ter recebido da CIA a proposta de anunciar publicamente que se enganara ao se voltar contra o regime cubano e relatar suas beneficies, assim aprendeu o que é ser uma peça, no tabuleiros dos interesses políticos.

Segundo a sinopse: "Este instigante livro de memórias é o relato não só da vida de uma importante personagem, mas também dos acontecimentos que mudaram para sempre a América Latina"

Cheguei à última página, me perguntando onde estaria a parte instigante do livro, tal qual os acontecimentos que mudaram a América Latina. A maior parte do livro se trata de relatos de sua vida familiar, bastante desinteressante. Em termos histórico e político o livro é fraco, relata apenas suas atividades ajudando a libertar presos políticos e ajudando pessoas a sair do país. Não há nenhuma bombástica história secreta.

Ela cita dois contras no governo cubano: a perseguição aos contra-revolucionários e paredão de fuzilamento do qual cita Che Guevara como o responsável, e o confisco de bens, que permitia aos cubanos que deixavam o país a levarem apenas pertences básicos e uma quantidade mínima de dinheiro. Beneficios? Ela não cita nenhum, o que mostra sua parcialidade.
Ainda fico na expectativa de um livro imparcial, nem contra nem a favor do governo cubano, mas apenas histórico, que relate seus prós e seus contras com profissionalismo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Tempus Fugit


Título: Tempus Fugit
Autor: Rubem Alves
Editora: Paulus
Gênero: Crônicas / Poemas
Páginas: 108
Ano: 2008 (9° edição)











Escritor e psicanalista, Rubem Alves é um cronista que consegue colocar em seus textos um leve toque de poesia.
Tempus Fugit, o poema que dá nome ao livro é o mais belo deles; o tempo nos foge, e o velho relógio de pêndulo de seu avô lhes avisava, a cada quarto de hora "tempus fugit" e o tempo continuava a fugir, e todas aquelas horas vividas e morridas, ali estavam guardadas.

"Sentia que o relógio chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou... Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, "tempus fugit". Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem histórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr para não me atrasar...
Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria: "tempus fugit..."
Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será..."


Rubem nos fala da vida, da morte, do amor, das belezas da natureza e de nossa relação com ela. Ele consegue até, transformar a tristeza em algo belo:

"Saudades é o revés de um parto, é arrumar o quarto para um filho que já morreu...
...É mais bonita a dor de quem arruma o quarto para o filho que já morreu, que o vazio de quem não tem nenhum quarto para arrumar."


Os textos são simples e muito bem escritos, trazem a leveza poética e aquela sensação de bem estar, do quão bom é viver as coisas mais simples que a natureza nos oferece.




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Jim Morrison, por ele mesmo.


Título: Jim Morrison, por ele mesmo.
Autor: Alberto Marsicano
Editora: Martin Claret
Gênero: Música / Biografia
Ano: 2005
Páginas: 184











Assim como os demais livros da coleção, trata-se quase que integralmente de uma compilação de relatos sobre o músico, retirados principalmente da biografia "Riders on the Storm" do baterista John Densmore, companheiro de banda e um dos amigos mais próximos de Morrison. 
O livro pode ser considerado como a porta de entrada para quem quer conhecer
mais do polêmico vocalista do The Doors, mas para que já é fã, as informações dadas e
comentadas não serão novidades.
No primeiro terço do livro, bastante focado no livro de Densmore, o leitor é situado
na relação que Jim mantinha com sua faceta mítica, sua relação com drogas, xamanismo e com todos ao seu redor. 

O ponto mais interessante do livro vem em seguida, 7 entrevistas datadas de 1967 a 1971, talvez a única parte do livro que podemos considerar "por ele mesmo."
O ponto alto são as conversas onde se debate sobre o caso mais polêmico da banda e de Jim Morrison; o show em Miami que causou sua prisão, levou Jim aos tribunais e derrubou comercialmente a imagem do grupo.
O último terço do livro é dedicado à notícias e artigos de jornais, durante a ascensão e queda de Morrison até os anos seguintes à sua morte.
É um livro simples, uma breve apresentação do mito Jim Morrison e seu impacto. Torna-se repetitivo justamente por reunir compilações sobre os mesmos assuntos.
Ainda assim é uma leitura válida, como disse, uma porta de entrada para uma figura icônica e misteriosa como Jim Morrison.


Resenhado por Marcelo Kudo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O Cavalo amarelo


Título: O cavalo amarelo
Autora: Agatha Christie
Editora: Altaya
Gênero: Romance policial
Ano: 1961
Páginas: 203











Em uma velha casa chamada "O cavalo amarelo" vivem 3 velhas bruxas, uma delas diz conseguir matar as pessoas à distância, pelo poder da mente, fazendo-as desenvolver doenças que as levem à morte. Mark acha isso uma "babaquice" sem a mínima possibilidade real.
Em seu leito de morte, uma mulher relata seus segredos a um padre e lhe entrega uma papel, na mesma noite ele é misteriosamente assassinado, e em sua bota é encontrada uma lista de nomes. Essas pessoas, uma a uma, vão adoecendo e morrendo. 
Mark se vê em um impasse, por um lado pessoas morrendo misteriosamente, por outro histórias de bruxaria e poderes dos quais seria loucura acreditar. 
Além disso, quem teria assassinado o padre? 
Intrigado, ele segue uma incansável pesquisa e planos para descobrir o que está acontecendo, enquanto ele próprio narra os acontecimentos ao leitor.
O que estaria por trás dessa trama? Seria realmente possível que esses poderes sobrenaturais se tornassem reais?
Será que você, leitor, consegue desvendar o mistério?
Experimente!
Se não conseguir, Mark lhe conta o que ele descobriu! ;)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Antes que eu Morra

Título: Antes que eu Morra
Autor: Luís Erlanger
Gênero: Romance Policial
Editora: Record
Ano: 2014
Páginas: 319









O psicanalista Bernardo Gennus registra as sessões de um de seus pacientes e deixa autorização para publicá-las após sua morte. (Do psicanalista)

Do paciente em questão não sabemos o nome, idade ou onde vive, apenas embarcaremos com ele numa narrativa única, somente sob seu ponto de vista da história.

O paciente cita que sabe um pouco sobre muita coisa, dessa forma ele constrói e desconstrói a narrativa, o assunto se ramifica em várias vertentes com sacadas inteligentes, bem humoradas ou mesmo informações inúteis sobre vários eventos e coisas deveras relevantes ou não para a história em si, e volta ao ponto inicial de forma muito envolvente e sem perder o ritmo da narração.

O que poderia ser uma discurso cansativo e arrastado, nos surpreende logo no início, o personagem central tem uma narrativa rápida, num ritmo intenso, e uma excelente capacidade de criar frases num frenesi quase visceral, dessa forma ele descreve como se envolveu sem querer numa trama de corrupção política, sexo, drogas e até assassinato, envolvendo um deputado.

A história é muito bem escrita, criativa, original, nunca me deparei com uma narrativa assim, ela mantem o leitor preso àquela avalanche de informações que o protagonista narra no divã, fazendo com que você se sinta o psicanalista Bernard. (Que no livro não fala, foi pago só pra ouvir!)

Ao mesmo tempo que é complexo, confuso e extremamente impactante ele te envolve e te deixa confusa tentando assimilar tanta informação que causa câimbra no cérebro.

O desfecho é inteligente e criativo e só acontece de fato na última página!

Minha opinião pessoal? Se gostei ou não?

As duas coisas! É o tipo de livro que você TEM que ler pra saber, horas num ritmo tão rápido quanto à narrativa, horas devagar para conseguir sorver tanta informação.  É um livro diferente de tudo que já li e vale a experiência!

Acho que é exatamente isso que o autor queria despertar no leitor. Conseguiu.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Como Quebrar a Maldição de um Dragão (Volume IV)

Título: Como Quebrar a Maldição de um Dragão
Autora: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Páginas: 238
Ano: 2010











Esse é o 4º livro da série que para mim é uma das melhores séries infanto-juvenil.

No fim do livro anterior, "Como falar Dragonês" alguém foi picado por um Dragão chamado Vorpente Venenosa que tem um veneno letal, e o antídoto é o Vegetal-cujo-nome-ninguém-ousa-dizer. (O que me parece uma referência-brincadeira com Lord Valdmort!), logo percebemos que o enfermo é Perna-de-Peixe, o que deixa Soluço desconcertado em busca de uma solução!




E como nada é fácil na vida de Soluço, Perna-de Peixe só tem até as 10:00 do outro dia e o vegetal só é encontrado num outro continente chamado: "América". Inviável mesmo que Soluço fosse com o Dragão mais rápido de toda Ilha de Berk, bem porque é inverno em Berk, aliás o inverno mais frio dos últimos 100 anos, a maioria dos Dragões estão hibernando, todos os mares estão congelados, e o melhor meio de locomoção é usar os trenós puxados por Dragões-de-trenó-dentes-de-saber.



Mas pra sua sorte, ou azar, ele fica sabendo que existe um exemplar do Vegetal-cujo-nome-ninguém-ousa-dizer (pois da azar), e que  no caso é uma Batata!!!! Na tribo vizinha, a tribo dos Histéricos, liderada por Norberto; o Demente, que tem fama de atirar o machado primeiro e perguntar depois. E como se não bastasse, ainda devem tomar cuidado com um dos dragões mais terríveis, o Garra-da-Destruição.






E para isso Soluço conta com a ajuda de Camicazi filha de Bertha-a-Peituda chefe da Tribo-das-Ladras, Banguela seu Dragão-de-Jardim, e Caolho um Dragão Dente-de-Sabre.







A série é descrita como se fossem as memórias de Soluço, o maior herói Viking que já existiu. Mas na época ele era apenas um garoto magricela, baixinho e normal.... muito normal.

E Cressida Cowell  as tivesse traduzido do antigo norueguês, o que ela fez com grande satisfação pois ela foi criada entre Londres e uma ilha pequena pouco habitada ao oeste da Escócia. Sempre teve certeza de que ali viviam dragões, e por conta disso ficou encantada com a oportunidade de traduzir as memórias do maior Herói Viking de todos os tempos.
O epílogo sempre conta com o saudosismo de um Soluço já velho relembrando suas peripécias.

Banguela continua carismático e aprontando suas "artes."







As ilustrações estão cada vez melhores, dando ao livro uma característica 100% lúdica.

A narrativa é leve, despretensiosa, continua engraçada de forma à agradar a crianças e adultos. 
Recomendo!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Cinco anos da minha vida - A história de um inocente em Guantánamo.

Título: Cinco Anos da Minha Vida - A História de um inocente em Guantánamo.
Autor: Murat Kurnaz
Gênero: Biografia / Guerra
Editora: Planeta
Ano: 2008
Páginas: 303








"Vi dois soldados batendo em um homem caído no chão (...) um cobertor estava enrolado na cabeça do preso. Eles batiam em sua cabeça com a coronha das armas e chutavam seu corpo com as botas. Outros guardas e soldados juntaram-se à eles. Eles também chutaram e bateram nele. Eram então sete soldados. (...) Vi que o homem logo parou de se mexer. Os soldados continuaram chutando.
De manhã o preso continuava caído do mesmo jeito lá. Então pude perceber que o cobertor estava completamente enrolado na cabeça. Como ele poderia respirar? Ele estava sobre uma poça de sangue.
De tarde vi os oficiais virem e o observarem. Fizeram anotações (...) tiraram o cobertor de sua cabeça, levantaram-no e o deitaram em uma maca. Seus braços e pernas pendiam sem vida. Ele estava morto."


EUA, o país da democracia e maior representante dos direitos humanos! Será?
E o que acontece no Campo de Detenção de Guantánamo? Bem, isso eles não contam...
Quem nos conta é Murat Kurnaz, um Jovem turco - Alemão, preso durante uma viagem ao Paquistão e vendido como terrorista para as autoridades estadunidenses, que estavam em busca de "culpados" pelo atentado de 11 de setembro.
Murat foi levado ao Campo de Detenção de Guantánamo, onde passou cinco anos preso, sendo acusado de terrorismo, sem nenhuma prova que o condenasse, sem processo e sem direito à julgamento. Sendo constantemente interrogado e sofrendo torturas para que confessasse ser membro de grupos terroristas. 
Ele relata no livro o dia a dia dele e demais prisioneiros em Guantánamo, descrevendo tratamentos desumanos; interrogatórios, torturas, espancamentos:

"Eles colocam os eletrodos na sola dos meus pés. (...) Sinto a corrente elétrica no corpo todo, dói muito, sinto calor, câimbras, espasmos, os músculos se contraem, pulam, doem (...) Só sei de uma coisa: vou desmaiar ou morrer. Mas eles sempre voltam a tirar os eletrodos dos meus pés. Isso é pior, assim a dor volta até a gente achar que não consegue mais aguentar.  Acho que desmaiei. Então eles devem ter parado."

Enquanto isso, no brasão de Guantánamo, ironicamente havia escrito: "Compromisso de honra em defender a liberdade"
Será assim que se defende a liberdade? Será esse o exemplo de respeito aos direitos humanos?

Para quem quiser saber mais, h
á várias reportagens denunciando o abuso de poder e o tratamento desumano que os soldados estadunidenses utilizaram contra os prisioneiros em Guantánamo. A Prisão ganhou grande repercussão internacional devido às atrocidades alí cometidas, tendo sido local de tortura durante muito tempo, sem se submeter à qualquer tipo de lei. 
No documentário intitulado "Inside Guantanamo" da National Geographic, um ex-guarda de Guantânamo detalha os crimes cometidos na prisão; os variados tipos de torturas, espancamentos brutais, abuso sexual, desrespeito às práticas religiosas, transporte dos detentos em jaulas e até detenção de crianças.
Caminho para Guantánamo é outro documentário sobre o tema que vale a pena ser visto, nele é narrada a história de três jovens britânicos de ascendência paquistanesa presos no Afeganistão em 2001, levados para a prisão de Guantánamo, erroneamente acusados de terroristas. O filme foi premiado com o Urso de Prata na categoria melhor diretor no Festival de Berlim de 2006.




Sobre Guantánamo:
Guantánamo é um pedaço de terra de 116Km² em território cubano sob domínio dos EUA. Em 1903, os Estados Unidos assinaram um contrato de arrendamento perpétuo desse território com o interesse em mineração e em operações navais.
Não demorou para se tornar uma prisão militar. Em 1942, após o ataque japonês à base de Pearl Harbor, o presidente Roosevelt assina um decreto que autoriza a prisão de estadunidenses de origem japonesa. Milhares de pessoas foram presas em campos clandestinos sob controle militar. Além de prisioneiros que supostamente seriam terroristas, a Prisão de Guantánamo abrigou também detentos de forma clandestina, que não tinham razão justificável para estarem detidos, inclusive imigrantes ilegais que deveriam ser deportados à seus países de origem.
Em 2009, o presidente Barack Obama assina um decreto-lei para fechar Guantánamo, e foram extintas as comissões militares criadas durante o governo Bush. O fechamento ainda está em tramite, em parte por causa dos obstáculos colocados pelo Congresso dos EUA, composto em sua maioria por adversários políticos de Obama, que resistem ao fechamento.
Fontes: infoescola e wikipédia.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A Menina Que Não Sabia Ler

Título: A menina que não sabia ler
Autor: John Harding
Editora: Leya
Páginas: 282
Ano: 2010











A menina Florence de 12 anos e Glibe seu irmão de 8 anos vão morar na mansão Blithe, filhos de mães diferente ficaram órfãos muito cedo e seu tio passa a ser seu tutor, mas o tio em questão vive na Europa, sendo assim as crianças ficam por conta dos criados; Meg, Mary, John e a governanta Sra. Grouse.

O livro é um suspense (leve), narrado pela própria Florence, sob o ponto de vista de seus interesses: ler, brincar e proteger seu irmão de qualquer perigo ou suspeita dele, e é seguindo esse raciocínio que a trama vai se desenrolando.

No começo o livro é um pouco cansativo, arrastado, o tio de Florence é contra a educação feminina, já que a história se passa em 1891, então ela é proibida de estudar, mas ao vagar pela mansão ela encontra a biblioteca e fica maravilhada com os livros. Florence é uma menina inteligente e aprende a ler sozinha, dessa forma ela passa horas escondida na biblioteca sem que ninguém de por falta, lendo muitos livros, incluindo clássicos como Edgar Allan Poe. No começo essa "tranquilidade" de Florence só é quebrada pelas visitas do vizinho Theo Van Hoosier, que vive a lhe fazer poemas desastrosos...

E já que Florence não será alfabetizada, Glibe é mandado pra escola mas acaba expulso, e seu tio-tutor contrata uma preceptora pra lhe dar aulas em casa e é ai que as coisas começam a ficar estranhas. A primeira preceptora Sra. Whitaker morre acidentalmente no lago e a segunda preceptora, Sra. Taylor é a responsável por fazer Florence acreditar que algo muito suspeito e até mesmo sobrenatural acontece por ali.

A mansão é cheia de mistérios, sons, cheiros e muitos segredos... Florence costuma ter sonhos estranhos, as vezes vaga pela noite em crises de sonambulismo, e fatos misteriosos começam a acontecer após a chegada da Sra. Taylor. No desenrolar da trama o leitor fica em dúvida se é verdade ou se é tudo fruto da imaginação fértil da menina devido aos livros que lê sozinha, (o que seria minha aposta!). O autor não deixa isso claro ao longo do livro deixando que cada leitor tenha sua opinião sobre a história. O que alguns leitores podem não gostar, e outros podem achar que é uma brecha para que sua imaginação organize os fatos, dando forma a uma linha de raciocínio.

O final não é óbvio nem banal, chegando a ser desconcertante, talvez até um pouco exagerado levando em consideração uma menina de 12 anos ser a mentora de todo desfecho, ao mesmo tempo que entendemos que Florence sabe que está sozinha no mundo e precisa cuidar de si e de seu irmão.

Minha dúvida é: "Florence é inocente ou vilã?"


Observação: O título em português não condiz exatamente com a trama, pois a história não se baseia no fato dela não saber ler, mas nos mistérios que rondam a casa e seus personagens. O título original do livro é "Florence and Giles" muito mais apropriado, assim como a foto da capa que segue abaixo.



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Uma vida sem limites


Título: Uma vida sem limites
Autor: Marcos Rossi
Gênero: Biografia / Auto-ajuda
Ano: 2011
Páginas: 118












Marcos Rossi é portador da síndrome de Hanhart, uma doença congênita rara que se manifesta no feto, do qual o bebê nasce sem partes ou completa ausência de braços e pernas. No livro ele conta sua história, marcada por um caminho repleto de dificuldades pela sua limitação física, e de suas superações. Fala do convívio com as outras pessoas, da ajuda de amigos e familiares, do esforço para levar uma vida normal, das adversidades sofridas e superadas. Mais do que isso, mostra que é possível viver bem e ser feliz mesmo com tamanha limitação, mesmo com a falta de estrutura para deficientes físicos que presenciamos frequentemente em diversos locais públicos, mesmo com o preconceito e julgamento alheio. 

A história dele é semelhante ao do famoso palestrante australiano Nick Vujicic, tendo seu livro publicado na Austrália em 2010. Coincidência, ou não, ambos levam o mesmo título.
Assim como Nick Vujicic, Marcos tb exerce a função de palestrante motivacional, tentando mostrar às pessoas que é possível vencer os seus obstáculos, e que o ser humano é adaptável às circunstâncias. Assim como em suas palestras, seu livro também busca mostrar ao leitor o quanto somos capazes de nos superar e de viver uma vida "sem limites."



sábado, 22 de novembro de 2014

O Segredo do Meu Marido

Título: O Segredo do meu Marido
Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Páginas: 366

Ano: 2014










O livro narra a história de três mulheres; Cecília, Rachel e Tess, e suas respectivas famílias.

Cecília Fitzpatrick e seu marido John Paul Fitzpatrick são os personagens principais, família de classe média, estruturada e tranquila, com 3 filhas.  John-Paul escreveu uma carta que deveria ser aberta por Cecilia apenas quando ele já tivesse morrido.  O que já achei desnecessário, passar o “peso” de um segredo-confissão post-mortem, mas esse é o fator relevante do livro. O caso é que Cecília descobre a carta no início do livro e a história se desenrola.....

"Para minha esposa Cecilia Fitzpatrick. Para ser aberto apenas na ocasião da minha morte"

Rachel é avó de Jocob, que está de mudança pra Nova York com seus pais Rob e Lauren.
Tess fica sabendo que seu marido Will está apaixonado pela sua prima Felicity.
E as histórias das três famílias vão se misturando ao longo do livro.

Para mim, desde os primeiros capítulos, o segredo ficou um tanto aparente, e no meio da história ele é revelado, o que deixa o livro um pouco cansativo, mas a partir dai os conflitos pessoais começam a ser trabalhados, e como os personagens vão direcionar suas vidas a partir daquele ponto. Muitas vezes a questão é: “Julgamos muito o certo e o errado, mas será que se fosse com você, seria diferente?”

Achei esquisito que nós leitores possamos descobrir o segredo antes mesmo da esposa! Ao mesmos tempo que isso te deixa na expectativa de quando e como ela vai descobrir. E qual será a reação dela.

E se fosse com você?


É um livro de leitura fácil, leve, e que aborda sutilmente a questão do perdão e das consequências que nossos atos possam vir a ter no futuro.