Título: Fidel e Raul, meus irmãos. (A história secreta)
Autora: Juanita Castro (Por Maria Antonieta Collins)
Gênero: Biografia, Política.
Editora: Planeta
Ano: 2011
Páginas: 398
Juanita Castro; irmã de Fidel e Raúl Castro. Se voltou contra o regime Cubano, saiu do país e passou a viver em Miami, e a atacar publicamente o governo cubano. Seus motivos? Era o que eu gostaria de saber quando me deparei com seu livro.
Toda história tem dois lados. É sempre bom conhecer os prós e os contras, indiferente do lado que você escolhe defender. Sobre os prós do regime cubano todos sabemos, em especial os avanços em educação e saúde, mas e sobre os contras? O que é verdade e o que é simples conspiração anti-comunista? O fato de a própria irmã de Raúl e Fidel ter se voltado contra a revolução me deixou curiosa; o que faria uma pessoa trair os próprios irmãos e se aliar ao seu pior inimigo? O que ela teria de tão importante à declarar contra o regime cubano e qual seria a história secreta?
"Fidel fala esta noite pela televisão:
"-Eu lhes digo aqui com inteira satisfação e com inteira confiança: Sou marxista-leninista e serei marxista-leninista até o último dia da minha vida."
Ao escutá-lo fiquei horrorizada e não consegui senão voltar-me para ver minha pobre mãe, que estava pior do que eu: "-O que é isso? O que foi que Fidel disse?"
Eu não sabia o que responder, porque aquela declaração nos deixou paralisadas.
Minha mãe, pobrezinha, tinha os olhos cheios de lágrimas. Era desnecessário qualquer explicação, fomos as primeiras a ser traídas pelo pronunciamento, depois de nós estavam os demais cubanos. Jamais na vida fui marxista. Jamais."
Este trecho do livro deixa bem claro a posição de Juanita, e o motivo que a levou a se voltar contra o governo dos próprios irmãos; este levava o nome "comunismo." Se o regime fosse exatamente igual, com os mesmos erros e os mesmos acertos em nome do capitalismo ela jamais teria desertado, tão pouco tentado derrubá-lo.
(Sem contar que este trecho do livro é de uma dramaticidade de dar inveja às novelas mexicanas... rs)
Juanita se aliou a CIA, o principal inimigo do governo cubano, que planejou várias tentativas de derrubar o regime de Fidel Castro, incluindo conspirações para matá-lo. Se declarou publicamente anti-comunista e contra o governo cubano ao se axilar em solo estadunidense, recebeu do governo uma rádio para trabalhar, onde comandava um programa anti-castrista transmitido tanto nos EUA quanto em Cuba, recebia financiamento do governo para suas atividades de auxilio aos cubanos residentes em Miami. Com a chegada do governo Nixon as coisas mudaram para ela, o governo estabeleceu um pacto de amizade com a União Soviética, o programa de rádio que ela comandava foi censurado e posteriormente cancelado, e suas atividades já não eram mais financiadas, alem de ter recebido da CIA a proposta de anunciar publicamente que se enganara ao se voltar contra o regime cubano e relatar suas beneficies, assim aprendeu o que é ser uma peça, no tabuleiros dos interesses políticos.
Segundo a sinopse: "Este instigante livro de memórias é o relato não só da vida de uma importante personagem, mas também dos acontecimentos que mudaram para sempre a América Latina"
Cheguei à última página, me perguntando onde estaria a parte instigante do livro, tal qual os acontecimentos que mudaram a América Latina. A maior parte do livro se trata de relatos de sua vida familiar, bastante desinteressante. Em termos histórico e político o livro é fraco, relata apenas suas atividades ajudando a libertar presos políticos e ajudando pessoas a sair do país. Não há nenhuma bombástica história secreta.
Ela cita dois contras no governo cubano: a perseguição aos contra-revolucionários e paredão de fuzilamento do qual cita Che Guevara como o responsável, e o confisco de bens, que permitia aos cubanos que deixavam o país a levarem apenas pertences básicos e uma quantidade mínima de dinheiro. Beneficios? Ela não cita nenhum, o que mostra sua parcialidade.
Ainda fico na expectativa de um livro imparcial, nem contra nem a favor do governo cubano, mas apenas histórico, que relate seus prós e seus contras com profissionalismo.
Um blog criado a 4 mãos, uma parceria entre irmãs, para comentarmos sobre os livros que lemos, e compartilhar opções de boa leitura.
Escolha um livro, pegue uma xícara de café e venham me desfolhar, sintam-se à vontade.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Tempus Fugit
Título: Tempus Fugit
Autor: Rubem Alves
Editora: Paulus
Gênero: Crônicas / Poemas
Páginas: 108
Ano: 2008 (9° edição)
Escritor e psicanalista, Rubem Alves é um cronista que consegue colocar em seus textos um leve toque de poesia.
Tempus Fugit, o poema que dá nome ao livro é o mais belo deles; o tempo nos foge, e o velho relógio de pêndulo de seu avô lhes avisava, a cada quarto de hora "tempus fugit" e o tempo continuava a fugir, e todas aquelas horas vividas e morridas, ali estavam guardadas.
"Sentia que o relógio chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou... Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, "tempus fugit". Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem histórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr para não me atrasar...
Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria: "tempus fugit..."
Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será..."
Rubem nos fala da vida, da morte, do amor, das belezas da natureza e de nossa relação com ela. Ele consegue até, transformar a tristeza em algo belo:
"Saudades é o revés de um parto, é arrumar o quarto para um filho que já morreu...
...É mais bonita a dor de quem arruma o quarto para o filho que já morreu, que o vazio de quem não tem nenhum quarto para arrumar."
Os textos são simples e muito bem escritos, trazem a leveza poética e aquela sensação de bem estar, do quão bom é viver as coisas mais simples que a natureza nos oferece.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Jim Morrison, por ele mesmo.
Título: Jim Morrison, por ele mesmo.
Autor: Alberto Marsicano
Editora: Martin Claret
Gênero: Música / Biografia
Ano: 2005
Páginas: 184
Assim como os demais livros da coleção, trata-se quase que integralmente de uma compilação de relatos sobre o músico, retirados principalmente da biografia "Riders on the Storm" do baterista John Densmore, companheiro de banda e um dos amigos mais próximos de Morrison.
O livro pode ser considerado como a porta de entrada para quem quer conhecer
mais do polêmico vocalista do The Doors, mas para que já é fã, as informações dadas e
comentadas não serão novidades.
No primeiro terço do livro, bastante focado no livro de Densmore, o leitor é situado
na relação que Jim mantinha com sua faceta mítica, sua relação com drogas, xamanismo e com todos ao seu redor.
O ponto mais interessante do livro vem em seguida, 7 entrevistas datadas de 1967 a 1971, talvez a única parte do livro que podemos considerar "por ele mesmo."
O ponto alto são as conversas onde se debate sobre o caso mais polêmico da banda e de Jim Morrison; o show em Miami que causou sua prisão, levou Jim aos tribunais e derrubou comercialmente a imagem do grupo.
O último terço do livro é dedicado à notícias e artigos de jornais, durante a ascensão e queda de Morrison até os anos seguintes à sua morte.
É um livro simples, uma breve apresentação do mito Jim Morrison e seu impacto. Torna-se repetitivo justamente por reunir compilações sobre os mesmos assuntos.
Ainda assim é uma leitura válida, como disse, uma porta de entrada para uma figura icônica e misteriosa como Jim Morrison.
Resenhado por Marcelo Kudo.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
O Cavalo amarelo
Título: O cavalo amarelo
Autora: Agatha Christie
Editora: Altaya
Gênero: Romance policial
Ano: 1961
Páginas: 203
Em uma velha casa chamada "O cavalo amarelo" vivem 3 velhas bruxas, uma delas diz conseguir matar as pessoas à distância, pelo poder da mente, fazendo-as desenvolver doenças que as levem à morte. Mark acha isso uma "babaquice" sem a mínima possibilidade real.
Em seu leito de morte, uma mulher relata seus segredos a um padre e lhe entrega uma papel, na mesma noite ele é misteriosamente assassinado, e em sua bota é encontrada uma lista de nomes. Essas pessoas, uma a uma, vão adoecendo e morrendo.
Mark se vê em um impasse, por um lado pessoas morrendo misteriosamente, por outro histórias de bruxaria e poderes dos quais seria loucura acreditar.
Além disso, quem teria assassinado o padre?
Intrigado, ele segue uma incansável pesquisa e planos para descobrir o que está acontecendo, enquanto ele próprio narra os acontecimentos ao leitor.
O que estaria por trás dessa trama? Seria realmente possível que esses poderes sobrenaturais se tornassem reais?
Será que você, leitor, consegue desvendar o mistério?
Experimente!
Se não conseguir, Mark lhe conta o que ele descobriu! ;)
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21:29
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Antes que eu Morra
Título: Antes que eu Morra
Autor: Luís Erlanger
Gênero: Romance Policial
Editora: Record
Ano: 2014
Páginas: 319
O psicanalista Bernardo Gennus registra as sessões de um de seus pacientes e deixa autorização para publicá-las após sua morte. (Do psicanalista)
Do paciente em questão não sabemos o nome, idade ou onde vive, apenas embarcaremos com ele numa narrativa única, somente sob seu ponto de vista da história.
O paciente cita que sabe um pouco sobre muita coisa, dessa forma ele constrói e desconstrói a narrativa, o assunto se ramifica em várias vertentes com sacadas inteligentes, bem humoradas ou mesmo informações inúteis sobre vários eventos e coisas deveras relevantes ou não para a história em si, e volta ao ponto inicial de forma muito envolvente e sem perder o ritmo da narração.
O que poderia ser uma discurso cansativo e arrastado, nos surpreende logo no início, o personagem central tem uma narrativa rápida, num ritmo intenso, e uma excelente capacidade de criar frases num frenesi quase visceral, dessa forma ele descreve como se envolveu sem querer numa trama de corrupção política, sexo, drogas e até assassinato, envolvendo um deputado.
A história é muito bem escrita, criativa, original, nunca me deparei com uma narrativa assim, ela mantem o leitor preso àquela avalanche de informações que o protagonista narra no divã, fazendo com que você se sinta o psicanalista Bernard. (Que no livro não fala, foi pago só pra ouvir!)
Ao mesmo tempo que é complexo, confuso e extremamente impactante ele te envolve e te deixa confusa tentando assimilar tanta informação que causa câimbra no cérebro.
O desfecho é inteligente e criativo e só acontece de fato na última página!
Minha opinião pessoal? Se gostei ou não?
As duas coisas! É o tipo de livro que você TEM que ler pra saber, horas num ritmo tão rápido quanto à narrativa, horas devagar para conseguir sorver tanta informação. É um livro diferente de tudo que já li e vale a experiência!
Acho que é exatamente isso que o autor queria despertar no leitor. Conseguiu.
Autor: Luís Erlanger
Gênero: Romance Policial
Editora: Record
Ano: 2014
Páginas: 319
O psicanalista Bernardo Gennus registra as sessões de um de seus pacientes e deixa autorização para publicá-las após sua morte. (Do psicanalista)
Do paciente em questão não sabemos o nome, idade ou onde vive, apenas embarcaremos com ele numa narrativa única, somente sob seu ponto de vista da história.
O paciente cita que sabe um pouco sobre muita coisa, dessa forma ele constrói e desconstrói a narrativa, o assunto se ramifica em várias vertentes com sacadas inteligentes, bem humoradas ou mesmo informações inúteis sobre vários eventos e coisas deveras relevantes ou não para a história em si, e volta ao ponto inicial de forma muito envolvente e sem perder o ritmo da narração.
O que poderia ser uma discurso cansativo e arrastado, nos surpreende logo no início, o personagem central tem uma narrativa rápida, num ritmo intenso, e uma excelente capacidade de criar frases num frenesi quase visceral, dessa forma ele descreve como se envolveu sem querer numa trama de corrupção política, sexo, drogas e até assassinato, envolvendo um deputado.
A história é muito bem escrita, criativa, original, nunca me deparei com uma narrativa assim, ela mantem o leitor preso àquela avalanche de informações que o protagonista narra no divã, fazendo com que você se sinta o psicanalista Bernard. (Que no livro não fala, foi pago só pra ouvir!)
Ao mesmo tempo que é complexo, confuso e extremamente impactante ele te envolve e te deixa confusa tentando assimilar tanta informação que causa câimbra no cérebro.
O desfecho é inteligente e criativo e só acontece de fato na última página!
Minha opinião pessoal? Se gostei ou não?
As duas coisas! É o tipo de livro que você TEM que ler pra saber, horas num ritmo tão rápido quanto à narrativa, horas devagar para conseguir sorver tanta informação. É um livro diferente de tudo que já li e vale a experiência!
Acho que é exatamente isso que o autor queria despertar no leitor. Conseguiu.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Como Quebrar a Maldição de um Dragão (Volume IV)
Título: Como Quebrar a Maldição de um Dragão
Autora: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Páginas: 238
Ano: 2010
Esse é o 4º livro da série que para mim é uma das melhores séries infanto-juvenil.
No fim do livro anterior, "Como falar Dragonês" alguém foi picado por um Dragão chamado Vorpente Venenosa que tem um veneno letal, e o antídoto é o Vegetal-cujo-nome-ninguém-ousa-dizer. (O que me parece uma referência-brincadeira com Lord Valdmort!), logo percebemos que o enfermo é Perna-de-Peixe, o que deixa Soluço desconcertado em busca de uma solução!
E como nada é fácil na vida de Soluço, Perna-de Peixe só tem até as 10:00 do outro dia e o vegetal só é encontrado num outro continente chamado: "América". Inviável mesmo que Soluço fosse com o Dragão mais rápido de toda Ilha de Berk, bem porque é inverno em Berk, aliás o inverno mais frio dos últimos 100 anos, a maioria dos Dragões estão hibernando, todos os mares estão congelados, e o melhor meio de locomoção é usar os trenós puxados por Dragões-de-trenó-dentes-de-saber.
Mas pra sua sorte, ou azar, ele fica sabendo que existe um exemplar do Vegetal-cujo-nome-ninguém-ousa-dizer (pois da azar), e que no caso é uma Batata!!!! Na tribo vizinha, a tribo dos Histéricos, liderada por Norberto; o Demente, que tem fama de atirar o machado primeiro e perguntar depois. E como se não bastasse, ainda devem tomar cuidado com um dos dragões mais terríveis, o Garra-da-Destruição.
E para isso Soluço conta com a ajuda de Camicazi filha de Bertha-a-Peituda chefe da Tribo-das-Ladras, Banguela seu Dragão-de-Jardim, e Caolho um Dragão Dente-de-Sabre.
Banguela continua carismático e aprontando suas "artes."
As ilustrações estão cada vez melhores, dando ao livro uma característica 100% lúdica.
A narrativa é leve, despretensiosa, continua engraçada de forma à agradar a crianças e adultos.
Recomendo!
Autora: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Páginas: 238
Ano: 2010
Esse é o 4º livro da série que para mim é uma das melhores séries infanto-juvenil.
No fim do livro anterior, "Como falar Dragonês" alguém foi picado por um Dragão chamado Vorpente Venenosa que tem um veneno letal, e o antídoto é o Vegetal-cujo-nome-ninguém-ousa-dizer. (O que me parece uma referência-brincadeira com Lord Valdmort!), logo percebemos que o enfermo é Perna-de-Peixe, o que deixa Soluço desconcertado em busca de uma solução!
E como nada é fácil na vida de Soluço, Perna-de Peixe só tem até as 10:00 do outro dia e o vegetal só é encontrado num outro continente chamado: "América". Inviável mesmo que Soluço fosse com o Dragão mais rápido de toda Ilha de Berk, bem porque é inverno em Berk, aliás o inverno mais frio dos últimos 100 anos, a maioria dos Dragões estão hibernando, todos os mares estão congelados, e o melhor meio de locomoção é usar os trenós puxados por Dragões-de-trenó-dentes-de-saber.
Mas pra sua sorte, ou azar, ele fica sabendo que existe um exemplar do Vegetal-cujo-nome-ninguém-ousa-dizer (pois da azar), e que no caso é uma Batata!!!! Na tribo vizinha, a tribo dos Histéricos, liderada por Norberto; o Demente, que tem fama de atirar o machado primeiro e perguntar depois. E como se não bastasse, ainda devem tomar cuidado com um dos dragões mais terríveis, o Garra-da-Destruição.
E para isso Soluço conta com a ajuda de Camicazi filha de Bertha-a-Peituda chefe da Tribo-das-Ladras, Banguela seu Dragão-de-Jardim, e Caolho um Dragão Dente-de-Sabre.
A série é descrita como se fossem as memórias de Soluço, o
maior herói Viking que já existiu. Mas na época ele era apenas um garoto
magricela, baixinho e normal.... muito normal.
E Cressida Cowell as tivesse traduzido do antigo norueguês, o que ela fez com grande satisfação pois ela foi criada entre Londres e uma ilha pequena pouco habitada ao oeste da Escócia. Sempre teve certeza de que ali viviam dragões, e por conta disso ficou encantada com a oportunidade de traduzir as memórias do maior Herói Viking de todos os tempos.
O epílogo sempre conta com o saudosismo de um Soluço já velho relembrando suas peripécias.
O epílogo sempre conta com o saudosismo de um Soluço já velho relembrando suas peripécias.
Banguela continua carismático e aprontando suas "artes."
As ilustrações estão cada vez melhores, dando ao livro uma característica 100% lúdica.
A narrativa é leve, despretensiosa, continua engraçada de forma à agradar a crianças e adultos.
Recomendo!
sábado, 20 de dezembro de 2014
Cinco anos da minha vida - A história de um inocente em Guantánamo.
Título: Cinco Anos da Minha Vida - A História de um inocente em Guantánamo.
Autor: Murat Kurnaz
Gênero: Biografia / Guerra
Editora: Planeta
Ano: 2008
Páginas: 303
"Vi dois soldados batendo em um homem caído no chão (...) um cobertor estava enrolado na cabeça do preso. Eles batiam em sua cabeça com a coronha das armas e chutavam seu corpo com as botas. Outros guardas e soldados juntaram-se à eles. Eles também chutaram e bateram nele. Eram então sete soldados. (...) Vi que o homem logo parou de se mexer. Os soldados continuaram chutando.
Autor: Murat Kurnaz
Gênero: Biografia / Guerra
Editora: Planeta
Ano: 2008
Páginas: 303
"Vi dois soldados batendo em um homem caído no chão (...) um cobertor estava enrolado na cabeça do preso. Eles batiam em sua cabeça com a coronha das armas e chutavam seu corpo com as botas. Outros guardas e soldados juntaram-se à eles. Eles também chutaram e bateram nele. Eram então sete soldados. (...) Vi que o homem logo parou de se mexer. Os soldados continuaram chutando.
De manhã o preso continuava caído do mesmo jeito lá. Então pude perceber que o cobertor estava completamente enrolado na cabeça. Como ele poderia respirar? Ele estava sobre uma poça de sangue.
De tarde vi os oficiais virem e o observarem. Fizeram anotações (...) tiraram o cobertor de sua cabeça, levantaram-no e o deitaram em uma maca. Seus braços e pernas pendiam sem vida. Ele estava morto."
EUA, o país da democracia e maior representante dos direitos humanos! Será?
E o que acontece no Campo de Detenção de Guantánamo? Bem, isso eles não contam...
Quem nos conta é Murat Kurnaz, um Jovem turco - Alemão, preso durante uma viagem ao Paquistão e vendido como terrorista para as autoridades estadunidenses, que estavam em busca de "culpados" pelo atentado de 11 de setembro.
Murat foi levado ao Campo de Detenção de Guantánamo, onde passou cinco anos preso, sendo acusado de terrorismo, sem nenhuma prova que o condenasse, sem processo e sem direito à julgamento. Sendo constantemente interrogado e sofrendo torturas para que confessasse ser membro de grupos terroristas. Ele relata no livro o dia a dia dele e demais prisioneiros em Guantánamo, descrevendo tratamentos desumanos; interrogatórios, torturas, espancamentos:
De tarde vi os oficiais virem e o observarem. Fizeram anotações (...) tiraram o cobertor de sua cabeça, levantaram-no e o deitaram em uma maca. Seus braços e pernas pendiam sem vida. Ele estava morto."
EUA, o país da democracia e maior representante dos direitos humanos! Será?
E o que acontece no Campo de Detenção de Guantánamo? Bem, isso eles não contam...
Quem nos conta é Murat Kurnaz, um Jovem turco - Alemão, preso durante uma viagem ao Paquistão e vendido como terrorista para as autoridades estadunidenses, que estavam em busca de "culpados" pelo atentado de 11 de setembro.
Murat foi levado ao Campo de Detenção de Guantánamo, onde passou cinco anos preso, sendo acusado de terrorismo, sem nenhuma prova que o condenasse, sem processo e sem direito à julgamento. Sendo constantemente interrogado e sofrendo torturas para que confessasse ser membro de grupos terroristas. Ele relata no livro o dia a dia dele e demais prisioneiros em Guantánamo, descrevendo tratamentos desumanos; interrogatórios, torturas, espancamentos:
"Eles colocam os eletrodos na sola dos meus pés. (...) Sinto a corrente elétrica no corpo todo, dói muito, sinto calor, câimbras, espasmos, os músculos se contraem, pulam, doem (...) Só sei de uma coisa: vou desmaiar ou morrer. Mas eles sempre voltam a tirar os eletrodos dos meus pés. Isso é pior, assim a dor volta até a gente achar que não consegue mais aguentar. Acho que desmaiei. Então eles devem ter parado."
Enquanto isso, no brasão de Guantánamo, ironicamente havia escrito: "Compromisso de honra em defender a liberdade"
Será assim que se defende a liberdade? Será esse o exemplo de respeito aos direitos humanos?
Para quem quiser saber mais, há várias reportagens denunciando o abuso de poder e o tratamento desumano que os soldados estadunidenses utilizaram contra os prisioneiros em Guantánamo. A Prisão ganhou grande repercussão internacional devido às atrocidades alí cometidas, tendo sido local de tortura durante muito tempo, sem se submeter à qualquer tipo de lei.
No documentário intitulado "Inside Guantanamo" da National Geographic, um ex-guarda de Guantânamo detalha os crimes cometidos na prisão; os variados tipos de torturas, espancamentos brutais, abuso sexual, desrespeito às práticas religiosas, transporte dos detentos em jaulas e até detenção de crianças.
Caminho para Guantánamo é outro documentário sobre o tema que vale a pena ser visto, nele é narrada a história de três jovens britânicos de ascendência paquistanesa presos no Afeganistão em 2001, levados para a prisão de Guantánamo, erroneamente acusados de terroristas. O filme foi premiado com o Urso de Prata na categoria melhor diretor no Festival de Berlim de 2006.
Para quem quiser saber mais, há várias reportagens denunciando o abuso de poder e o tratamento desumano que os soldados estadunidenses utilizaram contra os prisioneiros em Guantánamo. A Prisão ganhou grande repercussão internacional devido às atrocidades alí cometidas, tendo sido local de tortura durante muito tempo, sem se submeter à qualquer tipo de lei.
No documentário intitulado "Inside Guantanamo" da National Geographic, um ex-guarda de Guantânamo detalha os crimes cometidos na prisão; os variados tipos de torturas, espancamentos brutais, abuso sexual, desrespeito às práticas religiosas, transporte dos detentos em jaulas e até detenção de crianças.
Caminho para Guantánamo é outro documentário sobre o tema que vale a pena ser visto, nele é narrada a história de três jovens britânicos de ascendência paquistanesa presos no Afeganistão em 2001, levados para a prisão de Guantánamo, erroneamente acusados de terroristas. O filme foi premiado com o Urso de Prata na categoria melhor diretor no Festival de Berlim de 2006.
Sobre Guantánamo:
Guantánamo é um pedaço de terra de 116Km² em território cubano sob domínio dos EUA. Em 1903, os Estados Unidos assinaram um contrato de arrendamento perpétuo desse território com o interesse em mineração e em operações navais.
Não demorou para se tornar uma prisão militar. Em 1942, após o ataque japonês à base de Pearl Harbor, o presidente Roosevelt assina um decreto que autoriza a prisão de estadunidenses de origem japonesa. Milhares de pessoas foram presas em campos clandestinos sob controle militar. Além de prisioneiros que supostamente seriam terroristas, a Prisão de Guantánamo abrigou também detentos de forma clandestina, que não tinham razão justificável para estarem detidos, inclusive imigrantes ilegais que deveriam ser deportados à seus países de origem.
Em 2009, o presidente Barack Obama assina um decreto-lei para fechar Guantánamo, e foram extintas as comissões militares criadas durante o governo Bush. O fechamento ainda está em tramite, em parte por causa dos obstáculos colocados pelo Congresso dos EUA, composto em sua maioria por adversários políticos de Obama, que resistem ao fechamento.
Fontes: infoescola e wikipédia.
Não demorou para se tornar uma prisão militar. Em 1942, após o ataque japonês à base de Pearl Harbor, o presidente Roosevelt assina um decreto que autoriza a prisão de estadunidenses de origem japonesa. Milhares de pessoas foram presas em campos clandestinos sob controle militar. Além de prisioneiros que supostamente seriam terroristas, a Prisão de Guantánamo abrigou também detentos de forma clandestina, que não tinham razão justificável para estarem detidos, inclusive imigrantes ilegais que deveriam ser deportados à seus países de origem.
Em 2009, o presidente Barack Obama assina um decreto-lei para fechar Guantánamo, e foram extintas as comissões militares criadas durante o governo Bush. O fechamento ainda está em tramite, em parte por causa dos obstáculos colocados pelo Congresso dos EUA, composto em sua maioria por adversários políticos de Obama, que resistem ao fechamento.
Fontes: infoescola e wikipédia.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
A Menina Que Não Sabia Ler
Título: A menina que não sabia ler
Autor: John Harding
Editora: Leya
Páginas: 282
Ano: 2010
A menina Florence de 12 anos e Glibe seu irmão de 8 anos vão morar na mansão Blithe, filhos de mães diferente ficaram órfãos muito cedo e seu tio passa a ser seu tutor, mas o tio em questão vive na Europa, sendo assim as crianças ficam por conta dos criados; Meg, Mary, John e a governanta Sra. Grouse.
O livro é um suspense (leve), narrado pela própria Florence, sob o ponto de vista de seus interesses: ler, brincar e proteger seu irmão de qualquer perigo ou suspeita dele, e é seguindo esse raciocínio que a trama vai se desenrolando.
No começo o livro é um pouco cansativo, arrastado, o tio de Florence é contra a educação feminina, já que a história se passa em 1891, então ela é proibida de estudar, mas ao vagar pela mansão ela encontra a biblioteca e fica maravilhada com os livros. Florence é uma menina inteligente e aprende a ler sozinha, dessa forma ela passa horas escondida na biblioteca sem que ninguém de por falta, lendo muitos livros, incluindo clássicos como Edgar Allan Poe. No começo essa "tranquilidade" de Florence só é quebrada pelas visitas do vizinho Theo Van Hoosier, que vive a lhe fazer poemas desastrosos...
E já que Florence não será alfabetizada, Glibe é mandado pra escola mas acaba expulso, e seu tio-tutor contrata uma preceptora pra lhe dar aulas em casa e é ai que as coisas começam a ficar estranhas. A primeira preceptora Sra. Whitaker morre acidentalmente no lago e a segunda preceptora, Sra. Taylor é a responsável por fazer Florence acreditar que algo muito suspeito e até mesmo sobrenatural acontece por ali.
A mansão é cheia de mistérios, sons, cheiros e muitos segredos... Florence costuma ter sonhos estranhos, as vezes vaga pela noite em crises de sonambulismo, e fatos misteriosos começam a acontecer após a chegada da Sra. Taylor. No desenrolar da trama o leitor fica em dúvida se é verdade ou se é tudo fruto da imaginação fértil da menina devido aos livros que lê sozinha, (o que seria minha aposta!). O autor não deixa isso claro ao longo do livro deixando que cada leitor tenha sua opinião sobre a história. O que alguns leitores podem não gostar, e outros podem achar que é uma brecha para que sua imaginação organize os fatos, dando forma a uma linha de raciocínio.
O final não é óbvio nem banal, chegando a ser desconcertante, talvez até um pouco exagerado levando em consideração uma menina de 12 anos ser a mentora de todo desfecho, ao mesmo tempo que entendemos que Florence sabe que está sozinha no mundo e precisa cuidar de si e de seu irmão.
Minha dúvida é: "Florence é inocente ou vilã?"
Observação: O título em português não condiz exatamente com a trama, pois a história não se baseia no fato dela não saber ler, mas nos mistérios que rondam a casa e seus personagens. O título original do livro é "Florence and Giles" muito mais apropriado, assim como a foto da capa que segue abaixo.
Autor: John Harding
Editora: Leya
Páginas: 282
Ano: 2010
A menina Florence de 12 anos e Glibe seu irmão de 8 anos vão morar na mansão Blithe, filhos de mães diferente ficaram órfãos muito cedo e seu tio passa a ser seu tutor, mas o tio em questão vive na Europa, sendo assim as crianças ficam por conta dos criados; Meg, Mary, John e a governanta Sra. Grouse.
O livro é um suspense (leve), narrado pela própria Florence, sob o ponto de vista de seus interesses: ler, brincar e proteger seu irmão de qualquer perigo ou suspeita dele, e é seguindo esse raciocínio que a trama vai se desenrolando.
No começo o livro é um pouco cansativo, arrastado, o tio de Florence é contra a educação feminina, já que a história se passa em 1891, então ela é proibida de estudar, mas ao vagar pela mansão ela encontra a biblioteca e fica maravilhada com os livros. Florence é uma menina inteligente e aprende a ler sozinha, dessa forma ela passa horas escondida na biblioteca sem que ninguém de por falta, lendo muitos livros, incluindo clássicos como Edgar Allan Poe. No começo essa "tranquilidade" de Florence só é quebrada pelas visitas do vizinho Theo Van Hoosier, que vive a lhe fazer poemas desastrosos...
E já que Florence não será alfabetizada, Glibe é mandado pra escola mas acaba expulso, e seu tio-tutor contrata uma preceptora pra lhe dar aulas em casa e é ai que as coisas começam a ficar estranhas. A primeira preceptora Sra. Whitaker morre acidentalmente no lago e a segunda preceptora, Sra. Taylor é a responsável por fazer Florence acreditar que algo muito suspeito e até mesmo sobrenatural acontece por ali.
A mansão é cheia de mistérios, sons, cheiros e muitos segredos... Florence costuma ter sonhos estranhos, as vezes vaga pela noite em crises de sonambulismo, e fatos misteriosos começam a acontecer após a chegada da Sra. Taylor. No desenrolar da trama o leitor fica em dúvida se é verdade ou se é tudo fruto da imaginação fértil da menina devido aos livros que lê sozinha, (o que seria minha aposta!). O autor não deixa isso claro ao longo do livro deixando que cada leitor tenha sua opinião sobre a história. O que alguns leitores podem não gostar, e outros podem achar que é uma brecha para que sua imaginação organize os fatos, dando forma a uma linha de raciocínio.
O final não é óbvio nem banal, chegando a ser desconcertante, talvez até um pouco exagerado levando em consideração uma menina de 12 anos ser a mentora de todo desfecho, ao mesmo tempo que entendemos que Florence sabe que está sozinha no mundo e precisa cuidar de si e de seu irmão.
Minha dúvida é: "Florence é inocente ou vilã?"
Observação: O título em português não condiz exatamente com a trama, pois a história não se baseia no fato dela não saber ler, mas nos mistérios que rondam a casa e seus personagens. O título original do livro é "Florence and Giles" muito mais apropriado, assim como a foto da capa que segue abaixo.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Uma vida sem limites
Título: Uma vida sem limites
Autor: Marcos Rossi
Gênero: Biografia / Auto-ajuda
Ano: 2011
Páginas: 118
Marcos Rossi é portador da síndrome de Hanhart, uma doença congênita rara que se manifesta no feto, do qual o bebê nasce sem partes ou completa ausência de braços e pernas. No livro ele conta sua história, marcada por um caminho repleto de dificuldades pela sua limitação física, e de suas superações. Fala do convívio com as outras pessoas, da ajuda de amigos e familiares, do esforço para levar uma vida normal, das adversidades sofridas e superadas. Mais do que isso, mostra que é possível viver bem e ser feliz mesmo com tamanha limitação, mesmo com a falta de estrutura para deficientes físicos que presenciamos frequentemente em diversos locais públicos, mesmo com o preconceito e julgamento alheio.
A história dele é semelhante ao do famoso palestrante australiano Nick Vujicic, tendo seu livro publicado na Austrália em 2010. Coincidência, ou não, ambos levam o mesmo título.
Assim como Nick Vujicic, Marcos tb exerce a função de palestrante motivacional, tentando mostrar às pessoas que é possível vencer os seus obstáculos, e que o ser humano é adaptável às circunstâncias. Assim como em suas palestras, seu livro também busca mostrar ao leitor o quanto somos capazes de nos superar e de viver uma vida "sem limites."
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sábado, 22 de novembro de 2014
O Segredo do Meu Marido
Título: O Segredo do meu Marido
Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Páginas: 366
Ano: 2014
O livro narra a história de três mulheres; Cecília, Rachel e Tess, e suas respectivas famílias.
Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Páginas: 366
Ano: 2014
O livro narra a história de três mulheres; Cecília, Rachel e Tess, e suas respectivas famílias.
Cecília Fitzpatrick e seu marido John Paul Fitzpatrick são os
personagens principais, família de classe média, estruturada e tranquila, com 3 filhas. John-Paul
escreveu uma carta que deveria ser aberta por Cecilia apenas quando ele já
tivesse morrido. O que já achei desnecessário,
passar o “peso” de um segredo-confissão post-mortem, mas esse é o fator
relevante do livro. O caso é que Cecília descobre a carta no início do livro e
a história se desenrola.....
"Para minha esposa Cecilia Fitzpatrick. Para ser aberto apenas na ocasião da minha morte"
"Para minha esposa Cecilia Fitzpatrick. Para ser aberto apenas na ocasião da minha morte"
Rachel é avó de Jocob, que está de mudança pra Nova York com
seus pais Rob e Lauren.
Tess fica sabendo que seu marido Will está apaixonado pela
sua prima Felicity.
E as histórias das três famílias vão se misturando ao
longo do livro.
Para mim, desde os primeiros capítulos, o segredo ficou um tanto aparente, e no meio
da história ele é revelado, o que deixa o livro um pouco cansativo, mas a partir
dai os conflitos pessoais começam a ser trabalhados, e como os personagens vão
direcionar suas vidas a partir daquele ponto. Muitas vezes a questão é: “Julgamos muito o certo e o errado, mas será que se fosse com você, seria
diferente?”
Achei esquisito que nós leitores possamos descobrir o
segredo antes mesmo da esposa! Ao mesmos tempo que isso te deixa na expectativa de quando e como ela vai descobrir. E qual será a reação dela.
E se fosse com você?
É um livro de leitura fácil, leve, e que aborda sutilmente a questão do perdão e das consequências que nossos atos possam vir a ter no futuro.
E se fosse com você?
É um livro de leitura fácil, leve, e que aborda sutilmente a questão do perdão e das consequências que nossos atos possam vir a ter no futuro.
sábado, 1 de novembro de 2014
Extraordinário
Título: Extraordinário
Autora: R.J. Palacio
Editora: Intrínseca
Gênero: Infanto-Juvenil
Páginas: 318
Ano: 2012
Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo.....
Frase clichê mas que ganha a mais profunda verdade no contexto do livro Extraordinário, a história de August Pullman ou Auggie, um garoto que tem o rosto severamente deformado pela "Disostose Bucomaxilofacial" complicada por uma "microssomia hemifacial"
Auggie tem 10 anos e foi alfabetizado em casa pela mãe, mas agora os pais acham importante que ele vá pra escola mesmo sabendo de todas as dificuldades que virão pela frente devido sua condição. E não foi diferente. O preconceito das crianças e seus pais, a maldade, a estranheza frente ao diferente, ao incomum, ao extraordinário.
Ao iniciar as aulas no colégio Breecher Prep, Auggie se vê frente a todas essas adversidades, o Diretor Sr. Buzanfa conduz a situação da melhor maneira possível, até por ser a favor da inclusão e por acreditar que tudo pode se ajeitar da melhor maneira possível.
Com uma narrativa extremamente emocionante e simples que fala direto ao coração, o livro é narrado na terceira pessoa sob o ponto de vista de Auggie, mas a narrativa também conta a visão de amigos e familiares sobre as mesmas situações, e sobre quem é esse menino.
Os últimos capítulos do livro são muito envolventes, tocantes, você não quer parar de ler até que: "Toda pessoa seja aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo"
No discurso de formatura do Sr. Buzanfa, ele cita frases que te fazem refletir, como:
"Coragem. Bondade. Amizade. Caráter. Essas são as qualidades que nos definem como seres humanos."
"A "Grandeza" não está em ser forte, mas no uso correto da força, pois grande é aquele cuja força conquista mais corações pela atração do próprio coração."
"Carregamos conosco como seres humanos não apenas a capacidade de ser gentil, mas a opção pela gentileza."
E para registro a frase que meu filho Yuri de 8 anos mais gostou: "É engraçado como as vezes nos preocupamos muito com uma coisa e ela acaba não sendo nem um pouco importante"
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Meninas da noite
Título: Meninas da noite
Autor: Gilberto Dimenstein
Gênero: Jornalismo
Editora: Ática
Ano: 1992
Páginas: 163
Brasil, um país subdesenvolvido, ou um país emergente? Depende à qual Brasil você se refere. Existem 2 mundos completamente opostos dentro de um mesmo país, separados pela tênue linha norte-sul. Dois mundos fisicamente tão próximos e culturalmente tão distantes.
Gilberto Dimenstein convida o leitor à acompanhá-lo por essas terras, numa investigação sobre tráfico humano. Crianças e adolescentes sequestradas, aliciadas, ou vendidas por suas próprias famílias, para ser prostitutas-escravas nos prostíbulos e garimpos do norte do país, onde a prostituição infantil, o abuso sexual, o trabalho escravo, o estupro, a pedofilia, são coisas "normais". O autor relata a naturalidade com que o assunto é tratado entre os envolvidos, onde ele se viu como o único indignado com a situação, que para os demais é fato comum, parte da cultura.
O livro traz depoimentos com várias dessas meninas, muitas ludibriadas com falsas promessas de emprego e bom salário. Ao chegarem ao local eram obrigadas a se prostituir, lá já chegavam devendo o valor da passagem e só podiam ir embora quando pagassem, porém a dívida só crescia, com refeições, moradia, roupas, remédios... O dinheiro ia todo para as mãos dos cafetões e a divida não acabava nunca. A PM por sua vez, também era cúmplice do esquema, como capitães do mato capturavam as meninas fugitivas e as levavam de volta para os seus "donos." (E você aí achando que a escravidão acabou com a lei áurea? É, eu também aprendi isso na escola...)
Meninas da noite é um livro reportagem desenvolvido para a folha de São Paulo, foi publicada em 6/2/1993. O assunto virou destaque internacional no The Washington post (EUA) The Guardian (Inglaterra) e primeira página do Corriere Della Sera (o mais importante da Itália). Porém o governador do estado do Pará, Jader B. e sua esposa Alcione Barbalho, cúmplices do esquema, reagiram com ironias e agressividade à publicação da matéria, publicando em reposta, matérias ofensivas em seu jornal; O Diário do Pará. Absurdamente, a revolta no Pará foi contra o jornal, o jornalista e a publicação da matéria, e não contra a escravidão e o tráfico, porém a repercussão internacional forçou o governo brasileiro a tomar uma atitude e a polícia federal invadiu o local, as meninas foram libertadas, e os cafetões presos. Os casos de tortura, ameaças e assassinatos de meninas vieram à tona.
É inadmissível a prostituição infantil, a escravidão, o tráfico de pessoas, e a impunidade à quem enriquece as custas dessas crianças e adolescentes, sem nenhuma represália, e contando ainda com o apoio do governo e da polícia.
O livro é de 1992. Mas vocês acham que muita coisa mudou nesses últimos anos? Basta uma simples pesquisa para ver que as denúncias contidas no livro, em 1992, infelizmente se faz tão atual quanto o último lançamento.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Como Falar Dragonês (Volume III)
Título: Como Falar Dragonês
Autor: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Gênero: Infanto-Juvenil
Páginas: 223
Ano: 2010
“Como Falar Dragonês”, mais uma vez Soluço Spantosicus Strondus III, se vê envolvido em várias aventuras que ele de fato não queria entrar!
Editora: Intrínseca
Gênero: Infanto-Juvenil
Páginas: 223
Ano: 2010
“Como Falar Dragonês”, mais uma vez Soluço Spantosicus Strondus III, se vê envolvido em várias aventuras que ele de fato não queria entrar!
Soluço que
continua baixinho, com sardas e cabelo ruivo, acompanhado de seu pequeno Dragão
Banguela, cuja característica mais notável é ser realmente pequeno, ao ponto de
caber no bolso de Soluço.
Soluço é o único
Viking que sabe falar a língua dos dragões, o Dragonês, e um pouco de latim Língua
dos Romanos, que lhe foi ensinado em segredo por Velho-Enrugado, se avô.
Tudo começa
com a aula de como abordar uma Nau inimiga, no mar conhecido como Banheira de
Odin. A ideia é abordar um barco de pesca pacífico, apenas como treino do
Programa de Treinamento de Piratas na Ilha de Berk. Soluço e Perna-de -peixe,
seu melhor amigo que mais parece um pernilongo vesgo com asma, construíram um
barco, o Papagaio-do-mar-Esperançoso mas o barco se assemelha à um acidente
flutuante.
Bafoca-de-Maluquício
e Melequento não são exemplos de comportamento e tem como hobby importunar
Soluço, Melequento manda que seu dragão Lagarta-de-Fogo pule em Soluço, que em meio a neblina
foi pego de surpresa, e ao tirar as mãos do leme é golpeado por
Gavião-da-Europa, barco de Melequento, o golpe faz o Papagaio-do-Mar-Esperançoso
girar várias vezes até se perder na Banheira-de-Odin.....

O barco vai
parar em águas mais quentes, da Corrente-de-Verão onde vivem os Dragões-tubarão,
e para escapar do terrível Dragão-Tubarão eles abordam um barco que
consideraram ser pacifico, mas era na verdade um barco de Romanos, os piores
inimigos dos Vikings, cujo chefe, Gordo-Romano tem um apetite voraz por
dragões, em especial Nano-dragões, como Banguela.
Camicase, as Ladras-do-
Pântano,
Berta-a-Peituda...
Como escapar
dos Romanos?
Quem será o misterioso General Magro?
Como libertar
Banguela?
Como nosso herói
vai sair dessa enrascada?
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Psicopatologia e psicodinâmica na análise psicodramática.
Título: Psicopatologia e psicodinâmica na análise psicodramática. Vol. IV
Autor: Victor Dias e colaboradores.
Editora: Ágora
Gênero: Psicologia
Páginas: 237
Ano: 2012
Este é o 4° livro da coleção "Psicopatologia e psicodinâmica na análise psicodramática" Destinado à estudantes e profissionais da psicologia, pode ser considerado um livro didático pelo seu conteúdo, porém é um livro de linguagem simples e de fácil entendimento à qualquer leitor leigo no assunto, que simplesmente goste do tema abordado.
Neste volume os autores abordam temas como; a necessidade ou não do uso de medicação na psicoterapia, a conduta ética do profissional, defesas psicodramáticas, desvios sexuais, doenças auto-imune, terapia de casal, terapia de adolescentes, consolidação de identidade própria e neurociência. Os autores citam técnicas de tratamento, exemplos de casos tratados, comparações e exemplos de teoria reichiana, psicodrama moreniano, psicanalise freudiana, entre outros estudos e teorias.
O texto simples e de fácil entendimento torna o livro uma ótima dica de leitura para quem gosta de psicologia, e seu conteúdo didático é de uma ótima fonte de estudo para estudantes e profissionais da área.
É uma coleção de 4 volumes porém eu só tenho este. Para quem quiser saber mais há informações neste site "Escola paulista de psicodrama"
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014
A busca - Memórias da resistência.
Título: A busca - Memórias da resistência
Autor: Liszt Vieira
Gênero: História / Política
Editora: Hucitec
Páginas: 204
Ano: 2008
O livro traz um relato pessoal dos anos de chumbo, não só no Brasil como no Chile e na Argentina. O autor fala do seu envolvimento nas organizações de esquerda, da vida de alguns dos companheiros mais próximos, de sua participação no sequestro do cônsul japonês para libertação de presos políticos, de sua prisão, das torturas, dos assassinatos, do treinamento de táticas de guerrilha em Cuba, de sua vida no exílio, no Chile, na argentina e na França.
O autor deixa muito à desejar no quesito história e informação, é mais um relato pessoal, com trechos desinteressantes como suas namoradas e seu trabalho, que de nada acrescenta ao leitor, ainda assim é interessante ver a história do ponto de vista de um exilado, obrigado a deixar seu país, vivendo sem pátria, sem saber quando e se poderá voltar à sua terra e rever seus familiares.
"Lutávamos pelo socialismo, contra o capitalismo, mas acabou sendo uma luta pela liberdade. Uma luta de resistência democrática contra a ditadura."
"Naqueles anos de chumbo imperava a mediocridade. Não havia teatro, cinema, televisão que valesse a pena. A classe média estava anestesiada pelo milagre econômico. O povão trabalhava de dia, e de noite via novela. Os militares que não se dedicavam as nobres tarefas de torturar militantes ocupavam-se de enriquecer com a corrupção no estado. Fortunas foram feitas do dia para a noite, e a mídia, amordaçada, não podia investigar, muito menos publicar"
Jornal "O Globo" Dezembro de 1968
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Egito dos faraós.
Título: Egito dos faraós
Autor: Airton Ortiz
Editora: Record
Gênero: Viagem
Páginas: 278
Ano: 2005
Airlton Ortiz convida o leitor à uma viagem ao Egito dos Faraós. O ponto de partida é a capital Cairo, uma cidade cheia de vigaristas e oportunistas, que, confesso, me fez gostar um pouquinho mais do povo brasileiro, além de colocar tal local na lista dos "lugares para não conhecer nunca."
"No saguão de desembarque fomos envoltos por uma turba de agressivos taxistas, hoteleiros, cambistas, guias, vendedores ambulantes, biscateiros, desempregados, curiosos (...) Eles nos cercam com seus olhares gananciosos, nos tocam, nos apalpam, querem carregar nossas mochilas, quase as arrancam de nossas costas. Aproximam-se sorridentes, cheios de cortesias (...) são os modernos saqueadores, gente que trocou o ataque aos mercadores, pelos viajantes. Diante de nossa resistência começam a ficar impacientes, agressivos, não entendem pq não queremos dividir com eles nossas "riquezas."
A viagem segue por Saladino, a cidadela que por mais de 700 anos foi residência dos governantes egípcios, tendo grande importância histórica, o autor descreve os principais pontos turísticos, as pirâmides, o comércio de dromedários, passa por Mênfis, Alexandria, o Deserto do Saara, O vale do Nilo, descreve as aventuras ao fugirem do roteiro turístico tradicional, e encerra o roteiro em Tebas e na famosa maldição da múmia.
O livro não se baseia apenas em um relato de viagem, o autor complementa o conteúdo com um pouco da história do povo árabe, da cultura, política, religião e costumes do país e de seu povo.
É sem dúvidas, uma ótima dica de leitura! ;)
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02:39
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Como Ser um Pirata (Volume II)
Título: Como ser um Pirata
O que poderia dar errado durante um treinamento em alto-mar para ser um pirata?
Autor: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Páginas: 221
Ano: 2010
O que poderia dar errado durante um treinamento em alto-mar para ser um pirata?
Com Soluço TUDO poderia acontecer, e aconteceu!
No meio da primeira aula em alto mar uma violenta e
enorme onda quebra seu barco ao meio. E no desespero e medo de morrer
afogado, eles acabam se segurando em algo... Um caixão com o seguinte
aviso: "CUIDADO! NÃO ABRA ESTE CAIXÃO
Era o caixão do
seu tataravô Barbadura, O Terrível e Soluço descobre isso ao ler o seguinte recado
entalhado com sangue no caixão: "Amaldiçoado seja aquele que perturbar os restos
mortais de Barbadura, o Terrível, o maior pirata a ter aterrorizado as Ilhas
Internas."
Conta a lenda, que após vinte anos de glorioso reinado, Barbadura
desapareceu junto de seu tesouro e sua espada "Lâmina da
Tempestade", a maior espada viking de todos os tempos.
Stoico o Imenso, pai de Soluço fica orgulhoso da descoberta do filho que enfim esta se
tornando um digno herdeiro, e contradizendo todos os avisos de perigo, Soluço,
Banguela e perna de peixe resolvem abrir o caixão!!!!!! E todos levam um enorme
susto ao se deparar como o que havia lá dentro.......
O próprio Barbadura?
O tesouro?
A espada?
Leia e descubra.....
"Como Ser Um Pirata" é o segundo volume da
série "Como Treinar Seu Dragão", da autora Cressida Cowell, que nos
conta mais uma aventura do nosso querido aspirante a chefe da Tribo dos
Hooligans Cabeludos: Soluço Spantosicus Strondus III, seu amigo Perna de Peixe e seu dragão Devaneio
Banguela cada vez mais preguiçoso e dissimulado.
Leve, divertido, com frases engraçadas, e desenhos que contextualizam a história, uma leitura
direcionada ao público infanto juvenil, mas que agrada a crianças, jovens e
adultos.
A marcação de fontes nesse volume acrescentou mais
novidades. Assim como para demarcar gritos e as falas de dragões, foi colocada
uma nova fonte para o latim dos romanos. O que enriquece a parte gráfica, que já é bem
diversificada.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Histórias mal assombradas em volta do fogão de lenha
Título: Histórias mal assombradas em volta do fogão de lenha
Autor: Adriano Messias
Gênero: Contos (fantasmagóricos)
Editora: Biruta
Páginas: 90
Ano: 2007 (3° edição)
Autor: Adriano Messias
Gênero: Contos (fantasmagóricos)
Editora: Biruta
Páginas: 90
Ano: 2007 (3° edição)
Quem nunca ouviu uma história do saci-pererê? Geralmente contada pelos seus avós ou pelos seus pais, quando estes, viviam na roça. Ou as aparições da mula sem cabeça? Que vô nunca relatou ter ouvido a procissão das almas, e garante, firmemente que abriu um vãozinho da janela e viu as almas caminhando pela rua, viu mesmo, com seus próprios olhos! E o lobisomem, então? Que sempre aparecia rondando a casinha de palha nas noites de lua cheia, amedrontando toda a família? Quem nunca viu uma sereia e tapou os ouvidos para não ser enfeitiçado? Claro que o seu avô, aquele velho contador de histórias, tinha um vizinho que era pescador, e que em certa noite, foi enfeitiçado pelo canto da sereia e nunca mais foi visto. Quem nunca acordou pela manhã e encontrou seus cavalos com os rabos todos trançados? E exclamou "-Coisa do saci, aquele negrinho travesso de uma perna só!" Cuidado; ele também esconde as suas coisas, só para te ver procurando feito tonto! E não deixe suas roupas no varal, elas podem amanhecer cheias de barro, e com certeza foi obra do saci! Menino travesso esse! E aquela mulher estranha e feia que todos achavam que era uma bruxa ou uma mulher que foi enfeitiçada e se transformou em um monstro? É tudo verdade! Seu avô jura tê-la visto preparando uma poção mágica com rabo de rato e asas de morcego, e afirma que conseguiu fugir do feitiço dela! E você certamente acreditou!!!
E quem nunca foi assombrado pela Cuca quando era criança? Vocês sabiam que ela rouba criancinhas que não obedecem os adultos? E ela é uma velha muito feia e se parece com um jacaré! Quando eu tinha dois anos meu irmão me dizia que tinha um jacaré de baixo da minha cama, que iria comer o meu pé se eu descesse dela. Claro que eu nunca acredite nisso!
Tá, eu acreditei... Afinal, que criança não tinha medo da Cuca? Ainda mais depois de ver, no sitio do pica pau amarelo, que ela realmente existia?
Tinha também o bicho papão, tinha o homem do saco... Mas o que nos intrigava mesmo eram as lendas da roça, aquelas contadas pelos nossos tios, pais e avós, lendas que por estarem envolvidas em todo aquele místico ambiente da floresta, nos traziam a sensação de suspense, de medo do breu, do silêncio, do desconhecido, dos seres sobrenaturais que alí habitavam. Você sabia que era tudo mentira (não sabia não, e acreditava em tudo!!!) mas se divertia passando horas e horas ouvindo essas histórias fantasmagóricas... Pois bem, é disso que trata o livro de Adriano Messias, um adolescente que resolveu registrar em seu caderno as histórias mal assombradas contadas pelo seu avô, aquelas histórias que ele não se cansava de repetir, e você, claro, nunca cansou de ouvir! É um livro simples, de fácil e rápida leitura, mais indicado como infanto-juvenil, mas que traz para nós, adultos, aquele gostinho de infância e saudades do seu avô te contando histórias ao lado da lareira madrugada a fora...
Dica importante: Leia depois da meia noite, em uma sexta feira de lua cheia, quando estiver sozinha em casa. :O
E quem nunca foi assombrado pela Cuca quando era criança? Vocês sabiam que ela rouba criancinhas que não obedecem os adultos? E ela é uma velha muito feia e se parece com um jacaré! Quando eu tinha dois anos meu irmão me dizia que tinha um jacaré de baixo da minha cama, que iria comer o meu pé se eu descesse dela. Claro que eu nunca acredite nisso!
Tá, eu acreditei... Afinal, que criança não tinha medo da Cuca? Ainda mais depois de ver, no sitio do pica pau amarelo, que ela realmente existia?
Tinha também o bicho papão, tinha o homem do saco... Mas o que nos intrigava mesmo eram as lendas da roça, aquelas contadas pelos nossos tios, pais e avós, lendas que por estarem envolvidas em todo aquele místico ambiente da floresta, nos traziam a sensação de suspense, de medo do breu, do silêncio, do desconhecido, dos seres sobrenaturais que alí habitavam. Você sabia que era tudo mentira (não sabia não, e acreditava em tudo!!!) mas se divertia passando horas e horas ouvindo essas histórias fantasmagóricas... Pois bem, é disso que trata o livro de Adriano Messias, um adolescente que resolveu registrar em seu caderno as histórias mal assombradas contadas pelo seu avô, aquelas histórias que ele não se cansava de repetir, e você, claro, nunca cansou de ouvir! É um livro simples, de fácil e rápida leitura, mais indicado como infanto-juvenil, mas que traz para nós, adultos, aquele gostinho de infância e saudades do seu avô te contando histórias ao lado da lareira madrugada a fora...
Dica importante: Leia depois da meia noite, em uma sexta feira de lua cheia, quando estiver sozinha em casa. :O
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