Um blog criado a 4 mãos, uma parceria entre irmãs, para comentarmos sobre os livros que lemos, e compartilhar opções de boa leitura.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Vozes no centro do mundo


Título: Vozes no centro do mundo
Autor: Henrique Cymerman
Editora: Almedina
Gênero: Politica / Ciências Sociais
Páginas: 415
Ano: 2011












Jerusalém, o centro do mundo, terra sagrada para Judeus, Cristãos e Muçulmanos, onde os povos vivem em uma guerra "santa" pelo domínio soberano do território.
Vozes no centro do mundo é um livro que traz entrevistas com lideres Palestinos e Israelenses sobre o conflito no Oriente Médio e suas possibilidades de um acordo de paz entre os povos.
O livro começa prendendo a atenção do leitor, mas se torna cansativo, uma vez que todos os lideres, tal qual políticos que são, usam os mesmos discursos "Nós queremos a paz, a outra parte é quem não colabora."
A leitura se torna mais atrativa, quando na sequência, o autor traz entrevistas com civis; cidadãos que perderam seus entes queridos em atentados terroristas e confrontos. Nessa parte do livro notamos que um acordo de paz entre os governos não resolveria em nada a questão da violência entre Judeus e Palestinos, uma vez que o ódio pelo "inimigo" já faz parte da cultura da população, enraizada desde a infância em um povo palestino cujo 45% dos jovens de até 15 anos têm como seu maior sonho, se tornar um homem-bomba, matando civis israelenses, e em um povo israelense que vive por detrás de um muro, construído para se proteger do inimigo palestino.

Apesar do ódio existente em grande parte da população, existe na fronteira entre Israel e o território palestino uma organização formada por mulheres ativistas dos direitos humanos, Machsom Watch, que busca garantir que os palestinos que atravessam a fronteira sejam "bem tratados" e são vistas por alguns extremistas como traidoras da pátria, por "defender" palestinos.
Uma dessas ativistas é entrevistada pelo autor.
O livro também traz entrevistas
 com colaboradores do governo "inimigo" considerados traidores de seu povo, com lideres internacionais especialistas em terrorismo e com lideres islâmicos fundamentalistas, que na sua maioria não desejam apenas o reconhecimento de um estado palestino independente, mas também a extinção de Israel,  e demonstram claramente profundo ódio pelos Israelenses, sendo esta, mais uma amostra de que uma proposta de paz não encontra-se apenas nas mãos dos governantes palestinos. Em 1981 Anwar Sadat foi assassinado por assinar um acordo de paz com Israel, contrariando a Irmandade Muçulmana e supostamente a sociedade palestina. Yasser Arafat recusou o acordo de paz proposto por Ehud Barak na Cúpula para a paz no Oriente Médio, ocorrido em Camp David em Julho de 2000. Posteriormente Arafat disse "Se eu aceitasse a oferta referente à Jerusalém eles teriam me matado, no mundo muçulmano eles nunca me perdoariam e eu seria considerado um traidor"
Apesar do governo palestino dizer que o principal objetivo deles é ser reconhecido como estado, os grupos extremistas como o Hamas e a Jihad islâmica têm como objetivo a destruição do Estado de Israel e a expulsão dos Judeus das terras que eles dizem lhes pertencer. Mas os Judeus já não viviam ali antes da época de Cristo? Os Muçulmanos não invadiram suas terras em meados do século XIII? Eles apenas voltaram à viver na terra que já lhes pertencia antes da invasão Muçulmana, nada mais justo. Cada lado expõe suas "razões" e eu particularmente penso que já passou da hora de deixarem os Judeus em paz, bem pq, eles apenas voltaram para as terras que antes lhes foram tomadas.

Abaixo segue o Slogan da Irmandade Muçulmana, a mais antiga organização Islâmica do mundo, fundada em 1928 por Hassan Al-Bana:

"Ala é o nosso objetivo. O profeta é o nosso líder. O corão é a nossa lei. A Jihad é o nosso caminho e a morte em nome de Alá é a nossa maior aspiração."

E eu me pergunto: Como chegar à um acordo de paz, quando a maior aspiração de um povo é  morrer e matar em nome do seu Deus?

O livro não é indicado para leigos no assunto, para melhor compreensão do conteúdo citado nas entrevistas é aconselhável conhecer um pouco sobre o conflito e suas origens, eu sugiro alguns videos como este:

4 comentários:

  1. Ó nóis ai na motinha seguindo você parça chamou nóis vai, fui........ó nóis na motinha ai ..brumm

    http://www.aramehabil.com.br

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  2. Olá Grazy!

    Com certeza irei ler este livro, o assunto chama muito minha atenção. Cursei História por isso sou apaixonada por estes enredos. Obrigada pela dica!

    Beijos

    http://livrosrocknrolleoutrosvicios.blogspot.com.br

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    1. Por nada, Andreia! Eu quem agradeço pela visita! ;)

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