Um blog criado a 4 mãos, uma parceria entre irmãs, para comentarmos sobre os livros que lemos, e compartilhar opções de boa leitura.
Escolha um livro, pegue uma xícara de café e venham me desfolhar, sintam-se à vontade.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Democracia em pedaços



Título: Democracia em pedaços
Autor: Gilberto Dimenstein
Gênero: Sociologia
Editora: Companhia das letras
Ano: 1996
Páginas: 262











Democracia em pedaços aborda o que sobrou do governo militar permanecendo vigente em nossa democracia atual. Nossa polícia militarizada, os grupos de extermínio, abuso de poder, sistema penitenciário precário, as constantes práticas de tortura, os conflitos de terra, trabalho escravo, o descaso para com as questões indígenas, violência contra a mulher e nossa insistente falta de justiça.
O livro foi escrito em 1996. Os direitos humanos, incluso em nossa constituição em 1988, ainda engatinhava no Brasil, (hoje já são veteranos em defender bandidos) ainda assim, as organizações defensoras dos direitos humanos já se voltavam em prol dos infratores, em especial os jovens delinquentes.
Boa parte do livro se põe em defesa dos criminosos, abordando a questão do abuso de poder, da falha judicial, e colocando-os como vitimas do sistema. Um ponto de vista até que compreensível se pensarmos que há 20 anos atrás a queda da ditadura ainda era um fato muito recente, mantendo enraizada a ideia de governo e poder como vilões e opressores, e dos civis como vitimas. Atualmente não há respaldo para essa forma de pensar, ainda assim, não há como negar que nosso sistema penitenciário e nossas falhas judiciais continuam tão ruins quanto as descritas no livro, que nossos criminosos, fardados ou não, continuam impunes, que uma reforma no nosso sistema judiciário se faz extremamente necessária, e que sem justiça não há democracia.

Não existem vitimas do sistema, vitimas da economia, vitimas da sociedade. Existem criminosos, que devem responder pelos seus atos, mas muitas vezes são tidos como vitimas pelos nossos direitos 'humanos", enquanto que as verdadeiras vitimas continuam sofrendo com a impunidade.
Segundo a IPEA; "No Brasil, de 2001 a 2011, estima-se que ocorreram mais de 50 mil feminicídios, o que equivale a, aproximadamente, 5.000 mortes por ano."
Segundo a BBC; "O SUS (Sistema Único de Saúde) recebeu em seus hospitais e clínicas uma média duas mulheres por hora com sinais de violência sexual em 2012, segundo dados do Ministério da Saúde."
Na grande maioria dos casos o agressor fica impune. Nosso código penal e civil são velhos e ultrapassados, não levam em conta a evolução social e as conquistas dos direitos feministas. Ainda vigoram em nossos tribunais argumentos sustentados pelo código civil de 1914, apesar de total desacordo com nossa constituição e com nossa sociedade atual.

Ainda hoje, nossos índios continuam sendo massacrados, áreas indígenas continuam sendo devastadas, mulheres continuam sendo violentadas, os assassinatos por conflitos de terras no norte do país continuam ocorrendo com naturalidade, o trabalho escravo continua existindo e a impunidade continua sendo fato frequente. Apesar do livro ter sido escrito há quase 20 anos, ele ainda retrata nossa realidade atual.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Um crime adormecido.


Título: Um crime adormecido
Autora: Agatha Christie
Gênero: Romance policial
Editora: Altaya Record
Páginas: 196
Ano: 1976












Um casal recém casados procura uma casa para morar, ao sul da Inglaterra, ao escolher a residência ela tem a sensação de que aquele lugar não lhe parece tão estranho, apesar de nunca ter estado ali. Aos poucos algumas estranhas lembranças brotam em sua mente, entre elas um suposto assassinato. Estaria ela louca? Seria uma visão destas sobrenaturais?
Ela então descobre que, por um curto tempo de sua infância ela viveu coincidentemente nesta mesma casa, e então começa a supor que suas lembranças possam de fato ter ocorrido.
Quem seria a pessoa supostamente assassinada? Teria realmente ocorrido uma morte ali? Ou seria uma daquelas lembranças de infância que nosso cérebro cria e desenvolve com o passar do tempo como se fossem reais? Teria sido um sonho, quem sabe? Ou de fato uma lembrança guardada no fundo do seu subconsciente? A simpática velhinha Miss Marple ajuda a desvendar esse mistério.
Particularmente achei a história demasiadamente fantasiosa, ainda assim, surpreendente. Sem contar que é sempre divertido tentar desvendar os fatos!!
E vocês? Levam o dom para detetive? À quem se dispor a ler, boa sorte nas pistas! ;)

Mais livros da Rainha do crime:
A noite das bruxas
A mão misteriosa
O caso dos dez negrinhos

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A morte tem sete herdeiros



Título: A morte tem sete herdeiros
Autor: Stella Carr & Ganymédes José
Editora: Moderna
Gênero: Infanto Juvenil
Ano: 1997 (2° edição 2003)
Páginas: 136











Um tio falecido, rico, sem filhos, com sete sobrinhos gananciosos que disputam sua herança. Quem seria o felizardo herdeiro escolhido pelo tio em seu testamento?

Cada um deles tenta, escondido dos demais, encontrar o diário do tio, onde ele manteve anotado, em segredo, quem seria o seu herdeiro, porém encontram-se todos na mesma situação, em atitudes suspeitas pela mansão do tio, um sendo flagrado pelo outro... Enquanto isso, um assassino ronda a mansão e alguns herdeiros aparecem mortos...
Seria um deles o próprio assassino, querendo ficar com toda a herança só para ele? Ou teria um oitavo elemento entre eles?
A história é Infanto-Juvenil, bem leve e com boas doses de humor. Apesar da sinopse na contracapa do livro ser bem atraente, a história é boba e cansativa para adultos. Para adolescentes é bastante divertida e recomendada!



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Paula


Título: Paula
Autora: Isabel Allende
Gênero: Biografia
Editora: Best Bolso
Páginas: 431
Ano: 1994











"Silêncio antes de nascer, silêncio após a morte, a vida é puro ruído entre dois mundos insondáveis."

Você quer descobrir o significado da palavra “pungente” ? 
Leia o livro Paula.

Tocante do início ao fim, Isabel Allende começou o livro para que Paula lesse quando acordasse do coma e tivesse recordações da família, mas acabou como um lamento visceral de despedida. Como a própria Isabel Allende diz: “Minha avó escrevia em seus cadernos para reter momentos fugidios e tapear a memória fraca. Eu tento distrair a morte”....

Em Dezembro de 1991 Paula da entrada num hospital na Espanha com graves complicações devido a Porfiria, mergulha num coma profundo e irreversível, após alguns meses é transferida pra Califórnia e instalada na casa de sua mãe, onde foi montado um quarto-hospital pra que permanecesse no regaço da família.

"Você vai ficar boa filha? Eu a vejo nessa cama, ligada a meia dúzia de tubos e sondas, incapaz até de respirar sem auxilio, mal a reconheço, seu corpo mudou e seu cérebro está nas sombras. O que passa por sua mente? Fale pra mim de sua solidão, do seu medo, das visões distorcidas, da dor de seus ossos que pesam como pedra, dessas silhuetas ameaçadoras que se inclinam sobre sua cama, vozes, murmúrios, luzes, nada deve ter sentido pra você, sei que ouve porque se sobressalta com o som de um instrumento metálico, mas não sei se entende. Você que viver Paula? Você passou a vida procurando a união com Deus. Quer morrer? Talvez já tenha começado a morrer. Agora, que sentido tem seus dias? Você voltou ao lugar da inocência total, voltou para as águas do meu ventre, como o peixe que era antes de nascer. Conto os dias e eles já são muitos, muitos.

Acorde, filha, acorde, por favor..."


Isabel Allende te conduz pela sua vida pessoal, começa com suas memórias mais antigas com seus avós: “Meme e Tatá” passa pelos seus pais, sua infância, adolescência, o casamento, a chegada dos filhos Paula e Nicolás o início da doença e o longo martírio que se tornou a fase mais crítica da patologia, ela entrelaça descrições viscerais da filha em coma, com suas lembranças do passado, descreve com clareza a dor na alma de uma mãe que se vê dizendo adeus dia após dia da filha que cada vez mais entra nas profundezas da escuridão. Passa pela história política do Chile retratando a vitória de seu tio Salvador Allende como 1º Presidente Marxista eleito pelo voto direto no Chile em 1970 e deposto num golpe de estado liderado pelo seu chefe das Forças Armadas Augusto Pinochet em 1973.

"Um dia a mais de espera, um a menos de esperança. Um dia a mais de silêncio, um dia a menos de vida. A morte está solta pelos corredores e minha tarefa é distraí-la para que não encontre sua porta."

É um suave e profundo mergulho nos sentimentos que a dor e o tempo coloriu à sua maneira. O livro é repleto de personagens todos reais, cativantes e ao mesmo tempo esquisitos, a figura de seu avô Tatá parece tangível pra quem lê. A autora consegue te envolver a cada linha te conduzir pela sua história de tal forma que chega um determinado momento onde você (leitor) está praticamente inserido no contexto familiar da autora. É como abrir as janelas e deixar que o vento entre, chacoalhe as cortinas, e junto traga do passado seus personagens pra ler ao seu lado......

"Acabou para mim a correria da vida, entrei no ritmo de Paula, o tempo sossegou nos relógios. Nada a fazer. Disponho de dias, semanas, anos, junto à cama de minha filha, fazendo hora sem saber o que espero."

domingo, 29 de setembro de 2013

O Gênio e as Rosas


Título: O Gênio e as Rosas
Autor: Mauricio de Sousa
Gênero:
Infanto Juvenil
Editora:
Globo
Páginas:
64
Ano:
2010














Um bom livro de contos, textos de reflexões, com lições de moral, e o propósito de ensinar através de bons exemplos, acontecimentos e fatos às vezes até corriqueiros.

Texto do escritor Paulo Coelho, e ilustração de Mauricio de Sousa.

As ilustrações são lindíssimas, de páginas inteiras o que causa um encantamento aos olhos.

São 24 textos, relativamente curto facilitando a leitura diária para criança.




Segue abaixo o texto que dá nome ao livro:



O GÊNIO E AS ROSAS

Era uma vez três homens – um ingrato, um conformado e um generoso – que foram visitados por um gênio da lâmpada. Espantados perguntaram:

“Gênio, que nos trazes?”

“Rosas!”, disse o gênio. E abrindo seu manto mágico, dele retirou três lindos buquês de rosas, que ofereceu aos visitados, entregando um para cada.

Antes de partir, olhou-os fixamente e, percebendo algum desapontamento por conta da simplicidade de sua oferta, justificou-se:

“Rosas … porque elas são joias de Deus: deixam a vida mais rica e bela!”

Os homens se entreolharam surpresos e, após se despedirem, cada um seguiu seu destino, dando finalidade diferente ao presente recebido.

O ingrato maldizendo sua falta de sorte por haver encontrado um gênio e dele recebido apenas flores, jogou-as num rio próximo.

O conformado, embora entristecido com a singeleza dos presentes, levou-as para casa, depositando-as num jarro.

O generoso, feliz pela oportunidade que tinha em mãos, decidiu repartir seu presente com os outros. Foi visto pela cidade distribuindo rosas, de porta em porta, com um detalhe: quanto mais rosas ofertava, mais seu buquê crescia em tamanho, beleza e perfume. Ao final, retornou para casa com uma carruagem repleta de rosas.

No dia seguinte, no mesmo local e instante, os três homens se reencontraram e, de subido, ressurgiu o gênio da lâmpada.

“Gênio que desejas?”, disse um deles.

“Que as vossas rosas se transformem em joias!”, disse o gênio. “Porque quem aceita com alegria um presente da vida, merece receber outros”.

Dessa forma, o homem generoso encontrou em casa uma carruagem repleta de joias,

extraordinariamente belas, tornando-se um rico comerciante.

O homem conformado, retornando imediatamente para seu lar, encontrou pendurado sobre o jarro 
onde depositara as rosas, um lindo e valioso colar de pérolas. Sem mais nada dizer, resignou-se e deu de presente para sua esposa.

O homem ingrato dirigiu-se ao lugar onde jogara o buquê de rosas e viu, refletindo sobre as águas, um brilho intenso, próprio de joias valiosas, que foram imediatamente carregadas pela correnteza.



Nos bastidores do cotidiano


Título: Nos bastidores do cotidiano
Autor: Laé de Souza
Editora: Eco arte
Gênero: Crônicas
Páginas: 64
Ano: 2006 (5° edição)











Casa de praia

É verdade que as vezes você pensa: "maldita hora em que resolvi catar todas as economias, vender meu carro, telefone, pegar dinheiro emprestado, para adquirir aquele apartamento na praia." Sempre tem um amigo pedindo emprestado. Tem aquele que se você fala que vai, ele se oferece pra ir junto. Você fala que vai mais gente, mas ele retruca que não tem problema, que se acomoda de qualquer jeito. Afinal, é só um fim de semana, não mata ninguém. Depois você se vira com o sindico, claro. Tem aquele que liga: "-Tem alguém lá esse fim de semana?" Tem aquele que aparece de surpresa, as vezes sem levar nada. Família? Desta nem se fala. Bem, já fica devidamente acertado, que todas as festas de fim de ano serão realizadas lá. E lembre-se de que na última reclamaram que só uma geladeira não foi o suficiente.
Na verdade, parentes nem precisam avisar para surgir repentinamente e nem podem ser chamados de bicões. Tem aquele primo que ainda diz: "-Escuta, você vai pra praia com a gente este feriado, ou eu passo aí para pegar as chaves?" Mas tem outros que o melhor é logo dar uma cópia, para evitar aborrecimentos de ficar ligando quase todos os fins de semana. E tem aquela dor de cabeça, que se o parente é seu, a mulher reclama, se é dela, é você quem cai de pau. E quado você, de propósito, deixou cortar a luz? Também não adiantou nada porque seu tio foi lá e pagou a conta, pedindo a religação. Claro que não sem antes lhe dar aquela chacoalhada "Pô meu, se estava sem grana porque não falou comigo?"
E quando a mulherada resolve descer para dar uma volta e deixa as criancinhas para você tomar conta, com aquele "voltamos logo" que você já conhece? Pior que dessa vez sua mulher se alia e vai junto, deixando você na fogueira.
Também é o seguinte: Todos os casamentos na família ou de amigos a lua de mel será no seu apartamento. Tem até alguns casos de filha de amigo. Afinal, quem está começando a vida não pode se dar ao ao luxo de extravagancias com hotel.
E quando você não aguenta mais, resolve vender? Reclames da mulher, choro dos filhos, palpites da... As vezes os argumentos são tão fortes que você desiste da venda. Agora, se você vende mesmo, tem alguns amigos que nunca mais serão vistos. Verdade que a gota d´água foi aquele processo, o qual você ainda responde porque um amigo a quem você emprestou, num excesso de bebedeira jogou a lata de cerveja para baixo atingindo um chevette estacionado. Só que nas fofocas familiares, dizem que foi por causa daquele sobrinho que é o santinho da família e manchou todas as paredes com tinta. O que, evidentemente, é defendido pela mãe do anjinho, retrucando que na verdade, o motivo foi aquela crise conjugal da sua cunhada, que em briga com o marido, num descontrole emocional, quebrou todas as louças. Mas não se preocupe, porque tem sempre algum amigo que acaba comprando um apartamento na praia. E aí, meu caro, é a sua vez.

Laé de Souza é bacharel em direito e administração de empresas, cronista de jornais e produtor cultural. Autor e coordenador de projetos de incentivo à leitura.
Este livro trás algumas crônicas de sua autoria, todas simples, de leitura leve, fácil e bem humorada, daquelas que você começa a ler e não consegue parar enquanto não chegar o fim! 

sábado, 14 de setembro de 2013

Destruindo o planeta Terra


Título: Destruindo o planeta terra
Autor: Nivaldo José Chiossi
Gênero: Meio Ambiente
Editora: AM Produções Gráficas
Ano: 2009
Páginas: 224











Os problemas ambientais tão comentados atualmente, como o efeito estufa e os tsunamis, por exemplo, são de fato provocados pela interferência humana? Alguns cientistas afirmam, com base em estudos históricos que não, e acreditam que é apenas um fenômeno natural pelo qual o planeta passa de tempos em tempos. Outros afirmam, com base em estudos científicos que sim, as atividades humanas e o excesso de poluição interferem na composição química da atmosfera, causando problemas climáticos e consequentemente desastres ambientais.
No livro "Destruindo o planeta Terra" o autor Nivaldo José Chiossi nos mostra os dois lados da questão, abordando tanto os problemas ambientais de causas naturais, que acontecem indiferente da participação humana, quanto os problemas gerados ou intensificados pelo homem.
Desastres naturais, podem destruir a vida na Terra, ou ao menos causar grandes prejuízos, são eles os terremotos, maremotos, tsunamis, vulcões, possíveis colisões de meteoros. Problemas de causas naturais muitas vezes inevitáveis e que podem causar grandes destruições. Por outro lado está a nossa participação, com a destruição das florestas, as queimadas, os poluentes liberados no ar e na água, os agrotóxicos usados sem o devido controle contaminando solo, água e gerando problemas de saúde, o efeito estufa agravado pelo excesso de carbono na atmosfera, e o buraco na camada de ozônio.
O autor questiona: O que os governos do Brasil e do mundo poderiam fazer para controlar o avanço da degradação ambiental? Por que não o fazem? E além disso, o que esperar do futuro quando a população do planeta não para de crescer? Quanto maior a população, maior a demanda por alimento, por água, por tecnologia, maior o consumo, maior o lixo produzido, maiores as áreas desmatadas para atender a demanda.


O livro faz também um pequeno resumo, simples e de fácil entendimento, sobre o surgimento e a constituição do planeta, para depois abordar os possíveis desastres e suas causas, e assim facilitar a compreensão. Bem porquê, se queremos preservar o planeta, e preservá-lo significa preservar a própria existência, precisamos antes de mais nada conhecê-lo.
E o que podemos fazer para contribuir com a preservação do nosso planeta?  A responsabilidade não está apenas nas mãos das grandes potências e dos nossos governantes, está nas mãos de cada um de nós, a lista de contribuições que competem aos cidadãos é longa, mas podemos começar com atitudes simples e bastante conhecidas por todos nós, como separar o lixo orgânico do reciclável, ou evitar o gasto excessivo de água, por exemplo. Atualmente um dos problemas causado pelo cidadão é o consumismo, excessivo e desnecessário. 
Quanto mais compramos, mais descartamos, mais lixo acumulamos em nossos aterros sanitários e mais matéria prima retiramos da natureza. Se cada um de nós tivéssemos a consciência de fazer o mínimo que está ao nosso alcance, e evitar desperdícios, utilizando não mais do que nos é necessário, teríamos sem dúvidas um mundo melhor e mais preservado.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Do Golpe ao Planalto - Uma vida de repórter.



Título: Do golpe ao Planalto - Uma vida de repórter
Autor: Ricardo Kotscho
Gênero: Política / Jornalismo / Biografia
Editora: Companhia das letras
Ano: 2006
Páginas: 334









São 40 anos de profissão, que vai do jornal à TV, de uma curta redação jornalistica à longas reportagens Brasil afora, de correspondente internacional ao Planalto Central, como assessor de imprensa do governo Lula. Ricardo Kotscho começou sua vida jornalística no Estadão em pleno ano de golpe militar, neste livro ele traz uma biografia da sua vida profissional, que se inicia na repressão, na censura, no trabalho jornalístico limitado pelo nosso governo ditatorial, passa pela abertura política, pelas greves dos metalúrgicos do ABC, pelas diretas já, relata seu trabalho nas campanhas políticas de Lula pela presidência, desde 1989 até sua vitória em 2002, encerrando no escândalo do mensalão.
Em plena ditadura publicou uma reportagem sobre as mordomias e o uso de dinheiro público pelo então atual governo militar, e antes que sofresse represálias foi para Alemanha trabalhar como correspondente internacional para o Jornal do Brasil.
O livro traz curtos trechos de reportagens, o backstage da vida de jornalista, a mídia manipuladora e suas matérias distorcidas, além de relatos políticos e sociais.
É uma ótima biografia, mesclade de informações sobre o meio jornalístico e político.

"Nunca antes, em sua história de 430 anos, São Paulo viu algo igual, centenas de milhares de pessoas transbordando da Praça da Sé para todos os lados.
Nunca antes, foram tão verdadeiros os primeiros versos do nosso hino. O brado engasgado durante 20 anos explodiu na Praça da Sé. O pranto travado correu pelos rostos de gente muito vivida, os braços se ergueram, dando-se as mãos uns aos outros, toda gente cantando o Hino Nacional. (...)"
Ricardo Kotscho sobre a campanha Diretas Já, pela folha em 1984.



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Aventura Maluca do Papai Noel e do Coelho da Páscoa.

Título: Papai Noel 
Autor: Meco Filho
Gênero: Infantil
Editora: Vida e Consciência
Páginas: 40
Ano: 2002







Um belo dia Papai Noel se cansa dessa vida de entregar presentes durante toda noite do dia 24-12... E não é só isso, durante todo ano ele comanda a trupe de duendes que o ajuda na tarefa de ler as cartinhas e conseguir os presentes. Sem contar que as crianças estão cada vez mais exigentes, e o preço do papel presente e fitilhos cada vez mais caro! Ele abocanha uma barra de chocolate e pensa: "O Coelhinho da pascoa é q é feliz...."

Do outro lado Coelhinho da Páscoa também não esta muito satisfeito com seu serviço anual..... Ele vive pelado carregando uma cestinha de ovos de chocolates.... Não é convidado pra participar de filmes como Noel, a mídia não lhe da tanta atenção, e a cidade não é enfeitada com pisca-pisca pra recebe-lo......

E assim eles trocam de lugar virando Papai Coelho, e Coelho Noel.


O que acontecerá nessa troca? Como vai acabar essa aventura?

As crianças vão acreditar num Papai Noel Coelho magro e orelhudo? E na Páscoa, não vão pensar que o Coelhinho comeu muito chocolate e ficou gordo? Ho Ho Ho.

Só lendo pra descobrir. 

Rudolph já leu J


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Hiroshima


Título: Hiroshima
Autor: John Hersey
Gênero: Jornalismo, Guerra.
Editora: Companhia das letras
Páginas: 172
Ano: 2002












O livro nos leva de volta a 6 de agosto de 1946, o dia em q os EUA lança uma bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima. Depoimentos de 6 sobreviventes nos permite imaginar o horror do desastre e sua capacidade de destruição por uma perspectiva mais humana, e não apenas como mais um capítulo de guerra dos livros de história.
Cada sobrevivente conta como foi o momento da explosão e os momentos seguintes, o cenário de caos que tomou conta da cidade, as tentativas de socorrer os feridos, e como viveram dali por diante. A falta de auxilio do governo japonês, as dificuldade financeiras, sociais, de saúde, como cada um tentou reconstruir suas vidas, e 40 anos depois, como as sequelas da radiação ainda afetavam a vida dos sobreviventes e seus filhos. Depoimentos tristes, porém um bom livro, retrata os perigos das armas nucleares, as consequências da guerra e o descaso do governo para com seus civis, as principais e talvez únicas vitimas disso tudo.

A princípio a história dos sobreviventes da bomba era apenas um artigo para a revista americana "The New Yorker" lançado em 31 de agosto de 1946, porém devido ao grande sucesso, a matéria acabou se transformando em livro.

sábado, 10 de agosto de 2013

Manifesto do nada na terra do nunca.


Título: Manifesto do nada na terra do nunca.
Autor: Lobão
Gênero: Ensaio
Editora: Nova fronteira
Páginas: 247
Ano: 2013











O polêmico livro do Lobão!
Quando terminei a leitura me perguntei "Cadê a tal polêmica que tanto falaram?" A fama de livro polêmico me fez imaginar um conteúdo "agressivo" afinal, foi isso que a mídia nos vendeu, porém na prática não há nada de polêmico, o livro é apenas um conjunto de idéias, onde o autor expõe seus pensamentos sobre determinados assuntos. Sendo o próprio Lobão uma figura polêmica, é muito fácil associar qualquer comentário dele à um contexto polêmico, na verdade ele é um indivíduo muito inteligente, bastante crítico, de opinião própria que muitas vezes difere da grande massa, fala na cara o que pensa doa a quem doer e é isso que me faz admirá-lo. Ele cria polêmicas porquê não se rende ao falso moralismo, e isso ofende o famoso politicamente correto, que tem contaminado a grande maioria das pessoas por parecer bonitinho e gentil.
Sendo o livro um conjunto de idéias individuais do autor, é claro que há momentos em que você vai discordar completamente do que é dito. A visão política dele me deixou muito a desejar, especialmente no que diz respeito à ditadura militar, o desgosto é maior quando certos comentários vêm de uma pessoa tão inteligente, do qual você não esperava um pensamento tão imbecil. Ele demonstra uma alienação política do qual nós, seres humanos, somos muito suscetíveis, principalmente quado se trata de política, futebol e religião, temas que nos transformam facilmente em seres fanáticos que só enxergam um lado como certo: o seu lado! E tudo que vá contra os seus ideais e crenças é indigno de qualquer reconhecimento positivo. Em determinadas passagens do livro, senti que ele caiu nessa armadilha da alienação.
Ainda assim a leitura é muito agradável, ele descreve fatos que vivenciou, associado a algum tema que ele queira abordar, usando a história como exemplo, como uma demonstração mais clara da mensagem que ele deseja passar ao leitor;

Um dos temas abordados no livro é a questão racial:
(...) eis que surge um grande amigo meu, bom e velho companheiro, um rapper de Brasília, me convidando para fazer uma palestra na periferia da cidade (...) Adentramos a casa, nos dirigimos à mesa, nos sentamos, eu, o Byra e o meu amigo rapper, que logo em seguida fez uma pequena apresentação da minha pessoa, falou sobre o que eu estava empreendendo. De repente um cara da audiência se levanta, se encaminha em direção ao meu amigo rapper, estende a mão e ostensivamente começa a falar com ele como se eu e o Byra não estivéssemos  presentes. De imediato para quebrar o gelo, eu peço a palavra, me apresento e estendo a mão para o cara. Ele me olha e num gesto brusco retira a mão do meu alcance, dizendo: "- Escuta aqui, eu não aperto mão de branquela, tá ligado?" 

Somente a atitude inversa lhe parece comum né? Mas a questão do racismo não é, como aprendemos, uma via de mão única.

...Os temas abordados são vários, em certos momentos você concorda, em outros você discorda, em outros você só reflete, as vezes você ri, as vezes você entra na história... Mas em todos eles você não consegue parar de ler!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A mão misteriosa


Título: A mão misteriosa
Autora: Agatha Christie
Gênero: Romance policial
Editora: Record/ 
Altaya
Páginas: 167
Ano: 1942






A história começa com os irmãos Jerry e Joana. Ele havia sofrido um acidente e a recomendação médica foi que passasse um tempo em alguma cidadezinha pacata do interior, sem muita agitação, para que ele pudesse descansar e se recuperar mais rapidamente. Escolheram a tranquila e pacata Lymstock, no interior da Inglaterra.
Pouco após sua chegada na cidade, os irmãos começam a receber misteriosas cartas contendo acusações e palavras agressivas. Aos poucos descobrem que outras pessoas na cidade também receberam tais cartas, criando um clima hostil e colocando os habitantes da cidade uns contra os outros.
A situação se agrava quando uma pessoa se suicida após receber uma das cartas, e outra é assassinada, gerando medo e desconfiança. 
A história é narrada pelo próprio personagem, Jerry, parece um pequeno detalhe, mas se a história é narrada pela autora, ou se é narrada pelo personagem, muda a maneira como ela é apresentada ao leitor.Particularmente achei a trama muito simples, não me prendeu muito a atenção, além disso o caso é desvendado pela simpática Miss Maple, que pouco aparece na história e já consegue desvendá-lo, tornando a conclusão da trama tão pacata quanto a própria Lymstock...
Ainda assim vale a pena a leitura, pois
 o livro foi bastante elogiado pela maioria dos leitores, mesmo não sendo um dos títulos de sucesso da autora. Confira e tire suas próprias conclusões ;)

Mais livros da Rainha do crime:
O caso dos dez negrinhos

A noite das bruxas
Um crime adormecido

terça-feira, 30 de julho de 2013

Laços


Título: Laços
Autor: Lu e Victor Cafaggi
Gênero: Infanto Juvenil
Editora: Panini
Páginas: 82
Ano: 2013
















Mauricio de Sousa Produções lança seu segundo Grafic Novel, ou “Romance Grafico”  em formato HQ, dessa vez toda turminha esta junta na aventura.


Em formato livro, Laços descreve uma história com referências ao companheirismo, coragem, e acima de tudo amizade. 


Na trama, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão, saem a procura de Floquinho cachorro do Cebolinha que esta desaparecido. E passam por algumas aventuras, sempre juntos.


Foi a primeira vez que tive contado com o formato Grafic Novel e confesso que me causou uma certa estranheza o formato dos personagens, pois estão com os traços bem diferentes. E sse Grafic tem roteiro e arte dos irmãos Lu e Victor Cafaggi.


Eu não classificaria como indispensável, mas como grande fã da Turma da Mônica que sou, é uma leitura que acrescenta um capítulo a mais e diferenciado aos estilo gibi, a que estamos habituados.


Vale a leitura, se possível leia junto com seu filho(a).


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Contos e crônicas para ler na escola


Título: Contos e crônicas para ler na escola
Autor: Moacyr Scliar
Gênero: Contos e crônicas
Editora: Objetiva
Páginas: 227
Ano: 2011











Sou suspeita pra falar de crônicas, pois adquiri enorme gosto por esse tipo de leitura desde que, aos 15 anos, li  "O gato sou eu" de Fernando Sabino, com seu jeito bem humorado de descrever situações tragicômicas.
Apesar da maneira muito diferente de escrever, os textos de Moacyr neste livro me chamaram muito a atenção. Suas histórias são muito variadas, sem seguir um padrão que costuma caracterizar determinado autor. Em alguns textos ele apenas narra histórias, em outros descreve alguma situação intrigante daquelas que acontece com todo mundo, como aquela velhinha que sempre te ultrapassa em uma caminhada... E você ri enquanto concorda com tudo que o autor diz, pensando alto "-verdade, isso acontece comigo"  em outros textos ele expõe uma opinião sobre determinado tema, e você pode concordar, ou discordar, ou dizer "-eu nunca tinha pensado dessa forma." mas a maneira como ele expõe seu ponto de vista é sempre inteligente e ao mesmo tempo simples, sendo admirável mesmo ao discordarmos.
Em alguns textos ele consegue transmitir muito conteúdo em poucas palavras, mas o que mais me chamou a atenção mesmo foi um texto longo "A copa do mundo é nossa" A história trata de um menino, Dedé, que tinha o sonho de ser jogador de futebol, e o pai orgulhoso que alimentava esse sonho mais do que o filho. O pai veio adoecer enquanto o filho treinava para ser jogador.
Em seus últimos dias de vida Moacyr conta que o amigo sempre perguntava sobre o desempenho do filho em campo, e que ele e os demais amigos, para fazê-lo feliz em seus últimos dias de vida, resolveram inventar que o rapaz havia sido convocado para a seleção brasileira. Porem não contavam com a insistência do amigo em querer ouvir a narração do jogo no hospital. Sem conseguir tirar essa idéia da cabeça do amigo, eles então decidiram narrar o jogo, sim, Moacyr conseguiu através de uma rádio pirata, narrar o jogo para o amigo doente, trocando o nome do Pelé pelo de seu filho Dedé. Para mim a melhor crônica do livro, pois é uma historia de demonstração de carinho e amizade, mais do que isso, ele conseguiu em uma única história unir beleza e humor, onde você ri com a descrição dos fatos, e ao mesmo tempo se emociona com a preocupação dos amigos em proporcionar momentos de alegria ao amigo doente nos seus últimos dias de vida.
Claro que como em todos os livros de contos e crônicas, sempre vai ter um texto ou outro que você vai achar "um saco" rs, mas no contexto geral o livro é ótimo! Vale muito a pena conferir! ;)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O Menino Maluquinho

Título: O menino maluquinho
Autor: Ziraldo
Gênero: Infantil
Editora: melhoramentos
Páginas: 106
Ano: 1980













O MENINO MALUQUINHO

Um clássico da literatura infantil, impossível passar por ela sem lê-lo.

É um livro de fácil leitura, leve, e direcionado ao público infantil.

De simples entendimento, narra as aventuras de uma criança levada e feliz!


O livro tem grandes gravuras em preto e branco que a criança pode pintar, deixando a leitura mais lúdica.

Meu filho Yuri ganhou o autógrafo do Ziraldo, que é muito simpático, atencioso e gentil com seus leitores.




quinta-feira, 4 de julho de 2013

Dias de inferno na Síria



Título: Dias de inferno na Síria
Autor: Klester Cavalcanti
Gênero: Biografia / Política
Editora: Benvirá
Ano: 2012
Páginas: 296











Em maio de 2012 o jornalista Klester Cavalcanti saiu de São Paulo rumo à Síria, para registrar os problemas gerados pela guerra entre grupos do governo Bashar al-Assad e grupos de oposição, sua intenção era entrar na cidade de Homs, a mais afetada pela guerra.
O livro começa durante sua viagem e as várias tentativas de chegar à cidade, onde, devido ao caos da guerra, ninguém queria entrar e todos o alertavam quanto aos perigos. Mesmo sabendo dos riscos ele insistiu e conseguiu chegar em Homs, tão logo chegou foi preso, sem nenhuma explicação ou motivo, ameaçado de morte e tortura e jogado em uma cela com outros prisioneiros "políticos" mesmo tendo todos os documentos legais para entrada e trabalho no país.
A partir de então passou a relatar seu dia a dia junto aos companheiros de cela, suas histórias, rotinas na prisão e a amizade que se desenvolveu entre eles.
O livro acabou sendo mais uma biografia do tempo em que o autor ficou preso na Síria, do que um trabalho jornalístico, como era a intenção, tornando a leitura um pouco cansativa nos capítulos que ele dedica à rotina de cela e a angustia em sair daquele lugar.
O mais interessante são os relatos que ele colheu de cidadãos sírios durante esse período, histórias de algumas pessoas que cruzaram seu caminho nesses 10 dias, infelizmente histórias não tão felizes...



terça-feira, 25 de junho de 2013

Mês do Meio Ambiente com Peter Scott.

Junho, o mês do meio ambiente, mais precisamente comemorado no dia 6 deste mês, aproveito tal data para falar um pouco de uma figura muito importante para a preservação ambiental; Peter Scott.

A data era Março de 1912, uma barraca frágil no meio da deserta Antártida, lá fora uma tempestade de neve caia há mais de 10 dias, o capitão Robert Falcon Scott e seus companheiros decidiram ser os primeiros exploradores do polo sul, porém quando lá chegaram, descobriram que os Noruegueses haviam chegado antes. Ao começarem a viajem de volta, o grupo foi vencido pelo cansaço e pelas más condições climáticas. Scott viu seus amigos morrerem um a um, e sabia que também não viveria por muito tempo, assim decidiu escrever uma mensagem de despedida para a mulher e o filho de 2 anos, Petter Scott, nela continha os dizeres "Faça com que o menino se interesse por história natural. É melhor do que jogos. Torne-o um homem vigoroso" 
E de fato, se tivesse sobrevivido, se orgulharia do homem que aquela criança de 2 anos viria a se tornar.


Peter aos 13 anos, com seu lagarto de estimação.

Aos 7 anos Peter começou a desenhar e pintar, já gostava de animais e começou a observá-los, estudar seus comportamentos, identificar diferentes espécies e retratá-los em suas pinturas.
Cursou ciências sociais e biologia marinha em Cambridge, se tornou um caçador de gansos e patos, acreditava que respeitando as regras de caça não haveria danos ao meio ambiente, sua visão era bastante técnica, mas mudou muito com o passar dos anos, aos poucos foi adquirindo mais amor pelas aves e menos interesse pela caça, acabou por abandonar de vez essa prática quando avistou um ganso com as 2 pernas quebradas, incapaz de se locomover e em uma região inacessível do pântano, na mesma direção onde ele e os amigos haviam atirado. Por 2 dias o pássaro foi visto morrendo de fome no lamaçal e sem poder ajudar, Peter se perguntava "Que direito temos nós, homens, de nos divertirmos dessa forma com um pássaro, impondo-lhe tal sofrimento? Não desejaria isso ao pior inimigo e aquele ganso não era meu inimigo quando atirei nele, mas eu fui inimigo dele" A partir desse momento Peter abandonou a prática da caça e passou a fazer exatamente o contrário, lutar pela preservação das espécies e de seus habitats.

 Tal sentimento pelas aves se deu a partir do momento em que ele foi viver em um farol cercado de água do mar, onde alimentava gansos e patos selvagens que por ali passavam em seu período migratório, esse convívio com as aves tornou o relacionamento de Peter com elas menos técnica e mais afetiva.


O farol leste, onde Peter viveu, alimentando gansos e patos selvagens.

Em 1946 Peter deu inicio ao seu primeiro projeto conservacionísta, a "Wildfowl trust - Serviço de proteção às aves selvagens", que tinha como principal objetivo a procriação em cativeiro das aves ameaçadas de extinção. A Tailândia, Hungria e Havaí se envolveram no projeto, tal colaboração levou à criação da agência internacional de pesquisas de aves selvagens (IWRB)
A Wildfowl trust mantém suas atividades até os dias de hoje, atualmente Wildfowl & Wetlands Trust (WWT). Conheçam mais sobre o projeto no site www.wwt.org.uk/


Wildfowl trust, trabalho de proteção às aves selvagens migratórias.

Essencial para a preservação das espécies é a preservação do meio ambiente, as aves necessitam de ambientes propícios à sua procriação, alimentação e descanso durante seu periodo migratório, essa idéia foi levada à naturalistas do mundo todo, levando a um acordo de preservação de pântanos e mangues assinado por 40 paises.
Assim surgiu em 1948 a União Internacional para Preservação da Natureza, a primeira organização ambiental global do mundo, em atividade até hoje e atualmente conhecida como União Mundial para conservação.
Conheçam mais sobre o projeto no site www.iucn.org 

Quando
começou, a IUCN não dispunha de muitos recursos financeiros, e devido à falta de capital para investir no projeto surgiu um outro projeto, bem conhecido de todos nós, alguém reconhece o panda à baixo?


 Acertou quem disse "WWF Fundo Mundial pela Natureza" =)
Na imagem Peter Scott é observado por jovens integrantes do WWF, ao dar os retoques finais em seu famoso logotipo do panda.
O objetivo do WWF era arrecadar fundos para os projetos de conservação. Peter entrou em contato com muitos conservacionistas famosos, ele tinha contatos com pessoas de elite, inclusive a familia real britânica, que se interessou e patrocinou seu projeto.
Em 1971 a Islândia premiou Peter com uma medalha pelo reconhecimento de sua reserva de gansos-pé-de-rosa. Em 1987 Peter devolveu a medalha em protesto contra a matança de baleias "Realmente não posso ficar com a medalha (...) estou consternado pelo seu comportamento vergonhoso"


Conheçam algumas das pinturas de Peter Scott:


Gansos bernacas da reserva de wildfowl trust em Solway firth, Escócia.



Aves selvagens, pintura a óleo.



O mundo natural do homem é uma rara, porém, arrebatadora pintura simbólica de Peter. Segundo ele, representa o dilema da humanidade em seu relacionamento com a natureza. Com uma mão branca e outra preta, o homem está diante de uma pirâmide de problemas, incluindo sua responsabilidade ética em salvar os animais ameaçado, que aparecem no fundo da tela. Erosão do solo, industrialização, poluição, superpopulação e ameaça nuclear, são problemas que o homem terá de solucionar para salvar o planeta.



Aquarela de Petter Scott da baleia-de-barriga-branca e dos golfinhos observados em uma viagem às Falklands.



Petter e a esposa, rodeados de seus animais.    
             
                         


 Encerro o post com uma frase de Peter que acho muito bacana, e muito indicada para aqueles que dizem "eu sozinho não posso fazer nada"

"Não creio que sejamos capazes de salvar tudo aquilo que gostaríamos, mas creio que somos capazes de salvar muito mais do que se não tentássemos"
Peter Scott
 

O texto também foi publicado em: http://mynhocamanca.blogspot.com.br/  

terça-feira, 11 de junho de 2013

O tabuleiro de damas


Título: O tabuleiro de damas (Trajetória do menino ao homem feito)
Autor: Fernando Sabino
Gênero: Biografia

Editora: Record
Ano: 2003 (edição ampliada)
Páginas: 220










"Fernando Sabino passa por um brincalhão que se diverte à custas dos outros, e que, à custa de si mesmo, diverte os outros."
Paulo Mendes Campos

Para quem não conhece Fernando Sabino, uma boa oportunidade é sua autobiografia "Tabuleiro de damas", onde ele fala de sua vida profissional; como começou a escrever, quando, porque, e as pessoas e autores que o influenciaram. Até os relatos de sua vida pessoal estão relacionados ao mundo literário; os amigos e o convívio com outros escritores, tudo relatado de maneira leve e cômica, característica indispensável do autor. Todos os seus livros tem um toque de humor, inúmeras vezes o leitor se pega rindo sozinho no meio da leitura, como se fizesse parte do ciclo de amigos na mesa do bar, como se fosse um personagem daquela história, ou simplesmente imaginando as cenas hilárias que ele descreve. Fernando Sabino não "escreve" para o leitor, ele "conversa" com o leitor.

"Escrevo porque não tenho olhos verdes. Foi Lucio Cardoso que em certa ocasião deu esta resposta numa entrevista. Não é meu caso, evidentemente. (se bem que eu também não tenha)"
"Escrevo porque me sinto descompensado em relação à realidade. Preciso de uma verdade fora de mim em que me agarrar (...) a recriação da realidade pela imaginação, através da linguagem escrita, é a maneira que tenho de me comunicar."
"Quando me sento para escrever, desde menino até hoje, vou escrever alguma coisa que não sei o que seja, justamente para ficar sabendo e que só eu posso me dizer, mais ninguém. Passo horas à procura da palavra adequada, ou do encadeamento de uma frase (...) tenho que me desvencilhar dos preconceitos, me livrar das hipocrisias, das ideias que me foram impostas, de tudo que possa tolher minha liberdade de expressão"
Fernando Sabino

Conheça mais livros do autor:
O gato sou eu
A mulher do vizinho

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Brincando de Folclore

Título: Brincando de folclore
Gênero: Infantil
Editora: Planeta DeAgostine
Páginas: 4 (Em Pop-Up)
Ano: 2012









Direto da Turma da Mônica pro mundo do folclore!


Coleção composta por 50 fascículos com apenas 4 páginas porém em formato pop-up o que deixa o livro atraente e divertido e com layout bem bonito.


Retrata as histórias do Folclore em âmbito Nacional e Regional de forma leve e instrutiva.

Para maiores informações acesse o link abaixo:






segunda-feira, 20 de maio de 2013

As vidas de Chico Xavier

Título: As vidas de Chico Xavier
Autor: Marcel Souto Maior
Gênero: Biografia
Editora: Planeta
Páginas: 270
Ano: 2003











Espíritos existem ou não? Vidência, mediunidade, psicografias, existem ou não? Se eu ou você, acredita ou desacredita, isso não vem ao caso, a questão é; Ele acreditava no que ele fazia! E a nós cabe apenas respeitar a crença alheia, quando esta é usada para fazer o bem ao próximo. Esse foi Chico Xavier, um homem iluminado por sua humildade e dotado de grande amor ao próximo. Sua vida não foi das melhores, perdeu a mãe quando criança, foi criado pela madrinha que mais parecia a madrasta da Cinderela, uma vida inteira de pobreza e sofrimento que ele transformou em superação.
O livro nos apresenta uma personalidade boba e submissa que a mim particularmente não causa  admiração, mas por outro lado, uma pessoa dotada de tanto amor que parece surreal ao ser humano, um ser tão iluminado, que nos transmite tanta paz, que ao fim do livro, indiferente da crença religiosa do leitor, é de se ter a convicção de que o mundo seria muito melhor se existissem outros "Chicos" Xavier entre nós. A história de vida dele vale a pena ser lida, contada e admirada, indiferente da sua condição religiosa, mas pelo bem que ele praticou em vida, uma vida inteira de dedicação e amor ao próximo.




O livro "Chico Xavier; A história do filme de Daniel Filho" Retrata os bastidores do filme; como surgiu a  ideia de gravá-lo, como foi a escolha dos atores, dos lugares onde foi filmado, entre outros detalhes, além de uma curta entrevista com o diretor Daniel Filho. Um livro de leitura fácil e rápida, pois tem mais fotos do que palavras, e nos ajuda a compreender um pouco do filme e o que se passava por de trás das câmeras. Não é indispensável, mas não deixa de ser interessante.





O filme foi lançado em Abril de 2010, Confiram o trailer:

domingo, 5 de maio de 2013

1992 O mundo em três cores

Título: 1992 O mundo em três cores
Autor: Raí & André Plihal
Gênero: Biografia / Futebol
Editora: panda books
Páginas: 98
Ano: 2012




O livro traz um relato do campeonato mundial de 1992, visto de um ângulo não nosso, os torcedores, mas dele; Raí! O jogador, o capitão, o nome do gol, o cara que nos trouxe nosso primeiro título Mundial Inter Clubes, e depois de nós, todos os outros correram atrás... 
De uma maneira simples ele relata as emoções daquela conquista, a ansiedade misturada a vontade de trazer o título, relata o convívio com os demais jogadores, a importância de cada um deles nessa fase do time, os treinos, a motivação, o relacionamento com o mestre Telê, tornando o livro um "backstage" dos gramados, além de detalhar cada lance, que para ele, como jogador, teve mais relevância. Do êxtase e da emoção do gol decisivo até o apito final, o título conquistado contra o até então, melhor time do mundo; Barcelona.
Um ponto de vista tecnicamente bem diferente de quem está na arquibancada, mas que no fim se mistura na mesma alegria e na mesma paixão.

"
Se é pra ser atropelado, melhor que seja por uma Ferrari." Johan Cruijff
"A declaração de Johan Cruijff após a final, comparando o São Paulo a uma Ferrari, é uma enorme demonstração de respeito. E não havia exagero, o time era uma máquina." Raí

O livro também traz ilustrações e os jogos de 1992.